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sexta-feira, 11 de março de 2022

Lily

 A Lily já tem uma cara mais velhinha e está com algumas dores na coluna. Mas eu olho essa foto e vejo um cachorro rindo de felicidade por uma massagem. 





passado, olha o passado

 Algumas coisas amenas, já que o noticiário está difícil.

Tenho para mim que o Brasil inteiro sofre um processo de Belmontização, em todas as capitais pelo menos.
Vou tentar explicar.
Belmonte é um boteco antigo no Rio, do Bairro Flamengo. Era pouco frequentado, pelo menos que eu me lembre; o Bar era aqueles pés sujos que vendiam ovo colorido e aquela linguiça vermelha de 4 dias exposta. Era bar de beberrão mesmo e de corajosos aventureiros de suas iguarias; os preços também eram muito mais convidativos do que agora.
Um belo dia o Belmonte foi vendido, tomou um banho de loja e começou a lotar de gente. Ficou muito mais agradável, mas perdeu aquela alma de boteco que os mais antigos do Rio vão lembrar. Hoje chuto por baixo que devem ter mais de 10 Belmontes no Rio.
Esse processo de Belmontização atinge vários segmentos, desde os bares (os botecos autênticos do Rio estão em extinção), as padarias e até os Estádios de Futebol. Convenhamos, o Maracanã para umas 65 mil pessoas é ridículo, um dos maiores crimes já cometidos, claro que crimes esportivos.
Alguns lugares, porém, são palco da resistência. Na Senador Vergueiro tem ainda uns Botecos das antigas e na Marquês de Abrantes também. Numa rápida pesquisa vi que a Padaria Bela Guanabara ainda existe, não sei como é hoje em dia. Eu ia lá, aos domingos, mas muitos anos que não piso.
Em Porto Alegre curto o lugar das fotos, o Viena. Não sei há quanto tempo existe, mas tem aquela atmosfera do passado. Ah, tem um bom prensado como se fala por aqui e um café que me acordou, pela foto percebe se que eu estava com sono.
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Dei um ar saudosista ao Belmonte do passado, mas na realidade acho que nunca bebi lá. Lembro de ter tomado um guaravita lá há muitos anos, eu acho que não bebia na época e me assusta que já tenha tanto tempo assim que o Belmonte se transformou.
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Falei das iguarias antigas do Belmonte, mas foi comendo uma empada de carne seca do novo que passei mal de vomitar O Exorcista.






terça-feira, 1 de março de 2022

Turma da Mônica

 A maior coleção que tenho é de quadrinhos, não de botões.

Aqui duas curiosidades. Uma é o fechamento da edição com a continuação da história inicial, algo raro na Editora Abril pelo menos.
A outra é citar o nome certo do Michael, raramente faziam isso, talvez por problemas autorais.
Se foi lapso ou proposital não sei.
Ah, se alguém tiver Mônica e afins Editora Abril, pra mim a única fase que presta, podemos negociar.




terça-feira, 12 de outubro de 2021

Yankees, go HOME

 Trabalhei e estudei perto do consulado americano no Rio de Janeiro durante alguns anos e sempre havia o famoso grito dos estudantes

- YANKEES, GO HOME.
Vou pular a parte política sempre cansativa e que já me gerou uma ou dez inimizades no Facebook. Os times são da brianezi, cultuada empresa de São Paulo que agora diversifica suas operações e reproduz creio eu com extrema fidelidade os times da década de 70 e começo da década de 80.
Quando vi estes belos Estados Unidos no site deles gritei bem algo.
- YANKEES, COME TO MY HOME.
E eu espero ter escrito certo porque meu inglês é péssimo



terça-feira, 5 de outubro de 2021

Materiais e Getúlio Vargas

 Ainda falta muito pra eu concluir meus estudos na Faculdade de História e sou da teoria que o aprendizado a gente faz pela gente, o curso é em sim é uma mera estrada que você percorre com vontade ou não. Eu estou bem devagar.

Dito isso, achei interessante o número de empresas criadas por Vargas que cito ao final (apenas uma parte). Sei que hoje parece que o mundo inteiro migra para o Setor de Serviços, mas a falta de máscaras, vacinas e equipamentos hospitalares mostrou pelo menos para mim que é uma balela esse lance de cada um se especializar no que é bom.
Falei isso tudo porque quero mostrar esses botões do Vasco da Gama. Tenho pra mim que os mais perolados e de bainha mais aberta são mais antigos. Já ouvi que o perolado era um material mais nobre que se encontrava com facilidade antes da primeira crise do Petróleo. Mas com a crise os preços ficaram impraticáveis e o que sobrou conforme o tempo passava foram materiais de qualidade duvidosa.
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Entre as empresas estatais criadas por Vargas, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Fábrica Nacional de Motores (1943) e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945).







Remi não é Goleiro

 O texto é de um amigo meu, Kaio Knauth.



Remi não é goleiro!
O torcedor que passa pelo hoje abandonado Estádio Olímpico de Porto Alegre, não imagina que naquelas arquibancadas de concreto, pairou uma maldição da camisa 1. A bem dizer, a posição de goleiro sempre foi considerada maldita no meio do futebol, mas na Azenha o infortúnio na pequena área tomava proporções incalculáveis.
No início dos anos 1970 Breno. Depois Jair, Picasso, Cejas, Corbo e até Manga sofreram com a desconfiança dos torcedores gremistas.
Para resolver o problema, foi contratado Leão, titular da Seleção Brasileira em 1980.
Leão acabou campeão Gaúcho de 1980 e da Taça Ouro de 1981 com o Grêmio. Mas, após uma série de falhas, tendo como algoz o centroavante colorado Geraldão, restou definida a venda do arqueiro para o Corinthians no início de 1983.
A maldição não falhava.
Nesse mesmo ano, o clube estava classificado para a libertadores e sem goleiro titular definido.
Candidatava-se o arqueiro Remi, prata da casa.
Promovido ao grupo profissional, era reserva desde 1976.
O grande momento de Remi tinha chegado. Experiente (28 anos) e com bom porte para goleiro, iniciaria como titular o campeonato brasileiro de 83.
Contra o São Paulo no Morumbi, por infelicidade (ou prenúncio da maldição) marcou um ridículo gol contra no início da partida.
Entretanto, Remi não desanimou. No decorrer da partida pegou dois pênaltis batidos pelo centroavante Careca da Seleção Brasileira e se consagrou.
Remi voltou para Porto Alegre e foi recebido por muitos torcedores no Aeroporto Salgado Filho, crente que iria se tornar ídolo da torcida tricolor.
Entretanto, chegou a partida contra a Ferroviária de Araraquara no Estádio Olímpico, pela terceira fase do campeonato brasileiro.
O jogo terminou 3x1 para a equipe do interior paulista com três falhas de Remi.
Grêmio desclassificado.
O mais famoso gremista da época, o Presidente João Figueredo, foi à rádio criticar a atuação do goleiro. Um balde de água fria nas pretensões do arqueiro no clube.
Paulo Santana, famoso radialista e identificado com o Grêmio, sentenciou:
“Remi não é goleiro”.
Remi foi afastado da titularidade, assumiu o posto o jovem Beto (tio do mais tarde ídolo Danrlei) que segurou as pontas na libertadores até a chegada do campeão Mazaropi.
Com o passar do tempo e sua aposentadoria do futebol, o direito ao esquecimento parecia ter contemplado Remi…
Ledo engano.
Em Porto Alegre, existe uma liga amadora de futebol de botão.
Amigos se reúnem, para bater um papo, beber cerveja e jogar futebol de mesa.
Entre os participantes, dois irmãos com temperamento forte e antagônico.
Um gremista e o outro colorado.
Divergem de qualquer assunto.
De futebol de botão à previsão do tempo.
Um certo dia, o gremista disputava uma partida decisiva com outro adversário, enquanto o irmão colorado assistia o jogo próximo à mesa.
O adversário pediu “a gol” !
O irmão que jogava, prontamente arrumou o goleiro.
Num intervalo de segundos antes da palhetada, o irmão que assistia a partida sentenciou:
- REMI NÃO É GOLEIRO!
O dadinho estufou a rede do irmão gremista, que bradou:
- Porque tu lembrou do Remi ??!!
A revolta era como se a lembrança do goleiro gremista trouxesse maus fluídos e fizesse o dadinho ter entrado misteriosamente sacramentando a derrota.
A partir dali a discussão seguiu entre os irmãos, mas uma certeza tive naquele momento…
O calvário de Remi não tinha terminado.
Fonte: Revista Placar/Gremiopédia.



segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Fluminense

 Um time sensacional chegando para a minha coleção. Muito feliz, de vez em quando a sorte sorri no colecionismo, principalmente para os honestos. 




sábado, 11 de setembro de 2021

O remanescente da infância, um amigo do passado e a falta de oportunidades

 Este botão é o mais antigo da minha coleção, o que está há mais tempo comigo. Eu conheço como lua cheia, alguns falam que é de osso, mas não é isso que importa.

Eu olho para este botão e me lembro do Guilherme. Guilherme era um amigo do meu pai fanático por Trens Lionel. Era um cara bem humilde, engraçado, extremamente talentoso com serviços gerais. Ele sacava tudo de eletrônica e elétrica, fazia tudo lá em casa mesmo sem muitos estudos. De tudo que falo é que ele fazia desde uma pintura de uma sala até uma maquete de uns 3 metros de comprimento cheia de detalhes. Era um Professor Pardal brasileiro.
Ele tinha uma cara de louco muito doido, olhões esbugalhados, cabelo preto de índio comprido e muito agitado. Lembro que uma das maiores vergonhas que passei na vida foi por causa dele, uma bobeira, mas na infância e adolescência ligamos para isso. Eu estava lá na porta do Colégio esperando pelos meus pais me buscarem e chega o Guilherme com uma Brasilia marrom caindo aos pedaços. Ora, era uma época de poucos carros no Brasil e os burgueses do Colégio Santo Inácio curtiam e te julgavam pelos mais sofisticados da época, Monza, talvez Passat, não lembro quais, mas aquela Brasilia buzinando freneticamente na frente do Colégio me deixou muito embaraçado.
Hoje eu adoraria!!
Guilherme parou de frequentar lá em casa subitamente, ele ia toda segunda no Clube do Trem, uma reunião que meu pai fazia para falar sobre trens lionel, carros antigos, ver mulher pelada no vídeo cassete e comer pipoca com Coca zero.
Depois de um tempo descobrimos que ele teve um síndrome do pânico, algo assim, sei que o limitou a sair de casa e ele nunca mais foi o mesmo. Uma vez o visitei na sua casa e todos se emocionaram, ele era bem humilde, uma vida difícil com um filho doente, porém me recordo da filha dele que era tão talentosa como ele, mas para a escrita. Ela fazia poesias lindas, algo impressionante e pensei, mais uma que não será descoberta nesse país.
A lembrança que fiquei do Guilherme foi este botão. Ele me deu àqueles de carinha, panelinha acho, que infelizmente passei e esse ficou. Eu olho pra ele e não penso em chutes, passes nada disso.
Lembro de um amigo que ficou lá atrás, de uma Brasilia marrom e de um tempo bom que passou.
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Pesquisei e não cheguei a uma conclusão se vídeo cassete é junto ou separado.
Procurei uma foto pela entrada do Santo Inácio pela Rua Eduardo Guinle. Foi lá que o Guilherme me pegou, mas não achei na internet. Nem sei se ainda existe essa possibilidade no Santo Inácio.
Há muitos anos soube que o Guilherme morava em Minas, alguma cidade pequena. Depois, nunca mais soube.






Caixas de Futebol de Mesa

 Nunca dei muita importâncias às caixas para guarda de botões, pois sempre achei o preço desproporcional. Em alguns casos o preço de um time de palaton vindo do Nordeste. Contentava me com caixas mais simples, feitas pelo Dorival Bombeiro, figura conhecida no meio em Porto Alegre. 


Mas de vez em quando a gente faz umas estripulias e diante de um bom custo benefício resolvi fazer esta aqui. 





quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Propagandas antigas

 Quando o mundo era mais ingênuo e simples e suas preocupações eram a roupa do Colégio. 






Adjamir e o Vasco da Gama

 Parte da coleção do falecido Adjamir, carioca, botonista federado pela gloriosa AFM de Caxias do Sul.

Tive pouco contato com ele, mas sem dúvida era uma das muitas figuras folclóricas do Futebol de Mesa nacional. Usava várias réguas e botões enormes com arruela de metal, digamos que uma antítese do liso. Pensei algumas vezes em puxar conversa naquela de cariocas perdidos no Rio Grande do Sul, mas não tive a oportunidade. Adquiri sua coleção pensando em jogar dadinho, porém a arruela de metal foi proibida e fiquei com a história, mas sem uso.







segunda-feira, 6 de setembro de 2021

revista placar

 


Amigo me deu uma revista Placar e só quando fui folhear percebi que uma delas falava do meu Hobby preferido. Felicidade. 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Descanse meu amigo Guerreiro

 

Certa vez em uma oficina de escrita criativa o Professor indagou os motivos de por que escrevemos.

 

Um colega meu de sala se saiu com esta:

 

“Escrevemos para viver”

 

Meu colega estava certo. Escrever é um ato de auto analise, elaboração e revisitas ao passado para aparar arestas.

 

Há algum tempo escrevi sobre meu amigo Humberto Guerreiro, um grande amigo que tive no meu período de estudos para concurso.

 

Eu sabia que a situação dele era muito difícil, um câncer agressivo, mas tinha esperanças de encontra-lo para uma despedida.

 

Não foi possível e Humberto Guerreiro faleceu hoje.

 

Quando estudei para concursos meu maior incentivador não foi um amigo,  muito menos um parente. Foi um rapaz magro e humilde com uma bonita história de vida e que fará muita falta aqui.





 

Vá em paz Guerreiro.

domingo, 2 de maio de 2021

um gaúcho

Mais um

botão gaucho

Muito antigo, desconheço o material.

Rio de Janeiro

No dia do trabalho uma cena triste que uma grande amigo me enviou ontem, o Centro do Rio de Janeiro sexta feiras, por volta das 17 horas. 

Em 2019 voltando do brasileiro de Juiz de Fora de dadinho me assustei com o Centro, uma decadência total, tudo bem que era um domingo, mas mesmo assim eu que trabalhei vários domingos quando fui operador de telemarketing sempre soube que era uma região esquisita nesse dia, mas não um cruzamento de filme de zumbis com Mad Max como presenciei.

A pandemia parece que foi o nocaute final de um processo de decadência que tem tempos. Por exemplo, quando eu trabalhei na Petrobras a empresa tinha uns 10 prédios no Centro por baixo e com aquele horário fordiano de almoço da empresa aquela manada de petroleiros empurravam a economia de restaurantes, cafés e outros comércios. Hoje sei que a empresa está num processo de esvaziamento de pessoal, é muito menor do que quando trabalhei lá e certo que isso contribuiu para o declínio. 

Uma pena, eu adorava o Centro, restaurantes, a Livraria Ciência Moderna que comprava livros de matemática que nunca entendi, o homem pulando por entre as facas na Carioca, enfim, toda uma atmosfera que creio não verei mais. 

A solução me parece simples, liberar para uso residencial, mas tudo no Brasil é complicado e demorado.  Claro que outras medidas teriam que vir juntas.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Pator alemão e botonistas

 Pastor alemão de trabalho e Futebol de Mesa

Este lindo cãozinho era o demônio. Lembro que com uns 3 meses ele dentro do meu carro atacou um baleiro que veio a minha janela oferecer seus produtos.
Eu sempre gostei de cães e comecei a gostar de adestramento mais velho, então escolhi um pastor alemão de trabalho. É meio complicado explicar as diferenças entre um pastor de trabalho e um de exposição, então não farei aqui. Já tinha feito alguns cursos de adestramento e lido muito, na teoria eu sabia mais ou menos o que fazer.
Mas com o tempo vi que não daria certo. Eu chegava perto do prato de ração dele e ele rosnava, tirar a guia dele era um suplício, ele me mordia, e eu comecei a morrer de medo dele. Tentei corrigir pelo reforço negativo, mas ele não tinha medo de mim não;
Procurei um adestrador, gastei uma grana alta e o cara só dizia que eu não levava jeito. Os outros que procurei sempre foram muito antipáticos, como se tivessem um Santo Graal do conhecimento;
Tentei, mas desisti, em um momento passei ele para um rapaz que tinha experiência com adestramento. Nunca mais soube do Rocky Balboa, o nome desse simpático Pastor.
Graças que minha experiência com o botonismo foi bem diferente. Na primeira vez que joguei a Regra Brasileira eu não sabia nem que tinha maluco que jogava de régua, que havia botão zagueiro que não levantava a bola, enfim, eu não sabia nada do Universo digamos profissional.
Levei esporros sim, mas o esporro para progredir, para jogar melhor. Muitos me deram dicas, durante o jogo ou mesmo durante o chopp depois dos campeonatos e fiz algum progresso com estes conselhos.
Pouquíssimas vezes fui menosprezado, lembro apenas de um famoso grito num já longínquo Centro Sul, mas isso faz parte do passado.
Dois meios bem distintos e com abordagens bem diferentes.




domingo, 25 de abril de 2021

A fogueteira





 


O que eu lembro, não necessariamente estou certo.
Em 1989 Brasil x Chile era um jogo importantíssimo para o Brasil, precisava ao menos empatar e o clima do jogo era terrível, pois várias confusões ocorreram em Santiago, inclusive um gol do Chile que a TV brasileira perdeu.
Em 1989 não havia TV a cabo, portanto ou você assistia ao jogo ao vivo ou torcia para a CBF liberar o jogo o que ela não fez. Na época, o Ricardo Teixeira alegou que era um desrespeito aos que foram comprar o ingresso e enfrentaram horas de fila.
Perto do final tivemos o famoso foguete da Rosemary, sinalizador parece, e em um primeiro momento o Rojas se jogou no chão e parecia realmente que tinha sido atingido.
Mas, quem fez um trabalho de cobertura completo e maravilhoso e começou a suscitar dúvidas sobre o ocorrido foi a TV Manchete, que passou várias horas ao vivo depois do ocorrido. Acho que o grupo debatendo era Márcio Guedes, Armando Marques, João Saldanha e não sei...
O caso foi a julgamento perante a FIFA e foi anunciado o resultado favorável ao Brasil durante um Grande Prêmio de Fórmula 1.
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Complementando com o livro Uma História das Copas do Mundo, de Airton de Farias, por sinal o melhor livro sobre Copa do Mundo que conheço.
Na verdade não foi no final, foi aos 24 minutos do segundo tempo.
O Goleiro Rojas e mais 3 membros da Seleção, delegação chilena que seja, foram eliminados do Futebol. Rojas tinha apenas 32 anos.
Rosemary posou na Playboy em novembro de 1989.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

De 1994 a 2002

 O portão da garagem me salvou na Copa de 2002

Minha maior alegria no Futebol foi ver o Brasil ser campeão em 1994. Mas a que mais comemorei disparado foi a vitória na Copa de 2002.
Em 1994 eu mais novo era bem mais tímido, estranhei aquela comemoração no Leblon repleta de bebedeiras e conclui rapidamente que àquele não era meu ambiente. Tomei o rumo de casa esperando encontrar paz e resenhas esportivas, porém o carro da minha mãe foi roubado naquele dia, logo depois da vitória do Brasil, um belo de um Tempra. Ela tinha que descontar em alguém e encheu meu saco até dizer chega dizendo que eu tinha bebido na comemoração quando naquela época a bebida que mais me fazia mal era Grapette. Enfim, foi uma alegria absurda aquela vitória, mas a comemoração deixou a desejar
Em 2002 fui à forra. Um grupo de amigos se reuniu lá em casa naqueles horários esquisitos daquela Copa do Mundo. Creio que era bem cedo, umas 8:30 da manhã eu chutaria. Aquele grupo de umas 20 pessoas foi ao êxtase com os gols de Ronaldo e uma atuação primorosa de Rivaldo depois de um primeiro tempo no qual minha lembrança precária diz que fomos dominados. Não faço ideia de quem assistiu lá em casa, lembro de umas 4, 5 pessoas. O que me recordo é que logo depois do jogo fomos à casa do Araujo, amigo meu famoso pelas histórias na noite carioca e por ter uma cobertura repleta de bebidas no Bairro Flamengo.
Naquela época eu não bebia por prazer. Por exemplo, hoje eu gosto de parar num bar num dia de sol, tomar um chopp gelado, conjecturar se o Universo é um equilíbrio perfeito ou fruto de um acaso maquiavélico no qual somos marionetes. Antigamente não, eu bebia pra ficar doidão e minhas conjecturas eram outras.
Dito isso, comecei a beber o que via pela frente na casa do Araujo. Vodka, Malibu, sei lá o quê bebi mais. Sei que novamente fui para o Leblon, no mesmo local no qual me senti de cueca numa festa a rigor em 1994.
Confesso que lembro muito pouco do que fiz no Leblon. Tenho flashes apenas, lembro daquela comemoração começando pelo final da manhã, de um amigo ou outro, de uma amiga ou outra, e eu lembro do Mingau.
Mingau é um amigo meu antigo do Colégio Santo Inácio. Branco, cabelo castanho tendendo para um loiro, tem um sorriso com dentes semicerrados constante. Uma cara de bobo, para os mais antigos ele parece ter saído do filme Pork´s. Creio que seu apelido de Mingau é pela cara de bobão, meio infantil mesmo depois dos 40, mas ele tem uma tese diferente que não vou desenrolar aqui.
Como disse, não me recordo de muita coisa naquele dia, mas o ocorrido principal, tirando a vitória do Brasil claro, está bem vivo na minha cabeça.
Lá pelas 18 horas já bem inebriado pela bebida eu começo a procurar umas meninas e me deparo com uma conhecida americana/mexicana, Edith.
Eu conhecia a Edith de festas, ela era amiga de uma grande amiga minha também americana. Bonita e interessante, contudo havia um detalhe; ela ficava com o Mingau e ele era louco por ela.
Cheio de cachaça nas ideias eu não liguei para isso e comecei a conversar, dar uma ideia como se dizia. Imagino que ela não estivesse na plenitude das condições também, afinal ela fazia parte de um grupo grande de americanas que estava fazendo um intercâmbio no Brasil e adoravam o país, torciam para o Brasil como se fossem sua pátria real.
Sei que a abordagem estava bem clara para quem via aquela cena, mas eu não contava que uma certa pessoa estivesse vendo.
O Mingau!
Enumerei já algumas de suas características, mas esqueci da principal. Mingau é um possesso. Mingau é um possesso ao natural, não precisa de bebidas, de subterfúgios, de nada para se transformar, para suas bochechas brancas ficarem vermelhas, para gritar e promover grandes escândalos dignos de uma Heleninha Roitman.
Naquele momento meu amigo possesso vendo aquela cena chumbado pela bebida aflorando suas decisões sacramentou:
- Eu vou matar esse cabeçudo filho da puta!!!
Decidido, Mingau não queria uma morte simples para mim. Não seria uma facada simplória no Leblon, um tiro ou algo singelo desses. Ele resolveu me matar com um Tchaco. Não me perguntem por que alguém tem um Tchaco dentro de casa, estamos falando do Mingau, pessoa bem peculiar.
Do alto da sua juventude ele correu do Leblon à Gávea, sua casa, para pegar o Tchaco e consumar sua ira. Na corrida ele elaborou espertamente que não deveria me matar no Leblon, no meio da multidão, poderia ser preso.
“Farei de forma mais discreta”, Mingau pensou.
Calculou que dentro em breve eu estaria em casa e assim meu amigo resolveu ir até a minha residência no Flamengo gritar por mim, morador do quarto andar, rodando seu tchaco como Bruce Lee para eu descer; assim que eu pusesse minha cabeça avantajada do lado de fora me mataria manuseando sua arma como um legítimo ninja. Mais discreto impossível...
Eu, inocentemente, não fazia ideia dos planos do meu amigo. Mal sabia que sentiria saudades daquela comemoração da Copa de 94 na qual não comemorei como esperava, mas pelo menos vivi.
Porém, Deus estava do meu lado.
Como eu disse Mingau é um possesso. Entrou em casa como um furacão, pegou seu tchaco, as chaves do carro e aprontou tudo para sair. Cego pelo ódio e pela raiva, ou quem sabe numa intercessão divina por mim, ele bateu o carro na garagem manobrando, saindo, algo do tipo.
Não conseguiu sair um metro da garagem, arrebentou o portão e chamou a atenção do porteiro, do seu Pai e dos vizinhos.
Seu pai ao ouvir aquele barulho desceu rapidamente e conforme se aproximou viu uma cena que até hoje não entendeu.
O filho com aquele rosto de criança, o carro amassado, segurava as duas mãos no volante chorando copiosamente e balbuciando palavras que lhe pareceram desconexas até hoje, mas algumas ele conseguiu apreender.
Ele lembra apenas dessas:
- Eu quero matar aquele CABEÇUDO!!! Eu quero matar o Cocão!!!
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Quando eu era pequeno
Eu achava a vida chata
Como não devia ser
Os garotos da escola
Só a fim de jogar bola
E eu queria ir tocar guitarra na TV
Ai veio a adolescência
E pintou a diferença
Foi difícil de esquecer
A garota mais bonita
Também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu belprazer
Quando eu sai de casa
Minha mãe me disse
Baby, você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora
Num segundo te devora
Dito e feito
Mas eu não dei o braço a torcer
Hoje eu vendo sonhos
Ilusões de romance
Te toco, minha vida
Por um troco qualquer
É o que chamam de destino
E eu não vou lutar com isso
Que seja assim enquanto é