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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Pator alemão e botonistas

 Pastor alemão de trabalho e Futebol de Mesa

Este lindo cãozinho era o demônio. Lembro que com uns 3 meses ele dentro do meu carro atacou um baleiro que veio a minha janela oferecer seus produtos.
Eu sempre gostei de cães e comecei a gostar de adestramento mais velho, então escolhi um pastor alemão de trabalho. É meio complicado explicar as diferenças entre um pastor de trabalho e um de exposição, então não farei aqui. Já tinha feito alguns cursos de adestramento e lido muito, na teoria eu sabia mais ou menos o que fazer.
Mas com o tempo vi que não daria certo. Eu chegava perto do prato de ração dele e ele rosnava, tirar a guia dele era um suplício, ele me mordia, e eu comecei a morrer de medo dele. Tentei corrigir pelo reforço negativo, mas ele não tinha medo de mim não;
Procurei um adestrador, gastei uma grana alta e o cara só dizia que eu não levava jeito. Os outros que procurei sempre foram muito antipáticos, como se tivessem um Santo Graal do conhecimento;
Tentei, mas desisti, em um momento passei ele para um rapaz que tinha experiência com adestramento. Nunca mais soube do Rocky Balboa, o nome desse simpático Pastor.
Graças que minha experiência com o botonismo foi bem diferente. Na primeira vez que joguei a Regra Brasileira eu não sabia nem que tinha maluco que jogava de régua, que havia botão zagueiro que não levantava a bola, enfim, eu não sabia nada do Universo digamos profissional.
Levei esporros sim, mas o esporro para progredir, para jogar melhor. Muitos me deram dicas, durante o jogo ou mesmo durante o chopp depois dos campeonatos e fiz algum progresso com estes conselhos.
Pouquíssimas vezes fui menosprezado, lembro apenas de um famoso grito num já longínquo Centro Sul, mas isso faz parte do passado.
Dois meios bem distintos e com abordagens bem diferentes.