Pastor alemão de trabalho e Futebol de Mesa
Este lindo cãozinho era o demônio. Lembro que com uns 3 meses ele dentro do meu carro atacou um baleiro que veio a minha janela oferecer seus produtos.
Eu sempre gostei de cães e comecei a gostar de adestramento mais velho, então escolhi um pastor alemão de trabalho. É meio complicado explicar as diferenças entre um pastor de trabalho e um de exposição, então não farei aqui. Já tinha feito alguns cursos de adestramento e lido muito, na teoria eu sabia mais ou menos o que fazer.
Mas com o tempo vi que não daria certo. Eu chegava perto do prato de ração dele e ele rosnava, tirar a guia dele era um suplício, ele me mordia, e eu comecei a morrer de medo dele. Tentei corrigir pelo reforço negativo, mas ele não tinha medo de mim não;
Procurei um adestrador, gastei uma grana alta e o cara só dizia que eu não levava jeito. Os outros que procurei sempre foram muito antipáticos, como se tivessem um Santo Graal do conhecimento;
Tentei, mas desisti, em um momento passei ele para um rapaz que tinha experiência com adestramento. Nunca mais soube do Rocky Balboa, o nome desse simpático Pastor.
Graças que minha experiência com o botonismo foi bem diferente. Na primeira vez que joguei a Regra Brasileira eu não sabia nem que tinha maluco que jogava de régua, que havia botão zagueiro que não levantava a bola, enfim, eu não sabia nada do Universo digamos profissional.
Levei esporros sim, mas o esporro para progredir, para jogar melhor. Muitos me deram dicas, durante o jogo ou mesmo durante o chopp depois dos campeonatos e fiz algum progresso com estes conselhos.
Pouquíssimas vezes fui menosprezado, lembro apenas de um famoso grito num já longínquo Centro Sul, mas isso faz parte do passado.

