Este botão é o mais antigo da minha coleção, o que está há mais tempo comigo. Eu conheço como lua cheia, alguns falam que é de osso, mas não é isso que importa.
Futebol de botão (mesa), memórias, divã, minha caminhada neste planeta. Compro botões antigos, tratar 51 98130 - 9227.
Pesquisar este blog
sábado, 11 de setembro de 2021
O remanescente da infância, um amigo do passado e a falta de oportunidades
Eu olho para este botão e me lembro do Guilherme. Guilherme era um amigo do meu pai fanático por Trens Lionel. Era um cara bem humilde, engraçado, extremamente talentoso com serviços gerais. Ele sacava tudo de eletrônica e elétrica, fazia tudo lá em casa mesmo sem muitos estudos. De tudo que falo é que ele fazia desde uma pintura de uma sala até uma maquete de uns 3 metros de comprimento cheia de detalhes. Era um Professor Pardal brasileiro.
Ele tinha uma cara de louco muito doido, olhões esbugalhados, cabelo preto de índio comprido e muito agitado. Lembro que uma das maiores vergonhas que passei na vida foi por causa dele, uma bobeira, mas na infância e adolescência ligamos para isso. Eu estava lá na porta do Colégio esperando pelos meus pais me buscarem e chega o Guilherme com uma Brasilia marrom caindo aos pedaços. Ora, era uma época de poucos carros no Brasil e os burgueses do Colégio Santo Inácio curtiam e te julgavam pelos mais sofisticados da época, Monza, talvez Passat, não lembro quais, mas aquela Brasilia buzinando freneticamente na frente do Colégio me deixou muito embaraçado.
Hoje eu adoraria!!
Guilherme parou de frequentar lá em casa subitamente, ele ia toda segunda no Clube do Trem, uma reunião que meu pai fazia para falar sobre trens lionel, carros antigos, ver mulher pelada no vídeo cassete e comer pipoca com Coca zero.
Depois de um tempo descobrimos que ele teve um síndrome do pânico, algo assim, sei que o limitou a sair de casa e ele nunca mais foi o mesmo. Uma vez o visitei na sua casa e todos se emocionaram, ele era bem humilde, uma vida difícil com um filho doente, porém me recordo da filha dele que era tão talentosa como ele, mas para a escrita. Ela fazia poesias lindas, algo impressionante e pensei, mais uma que não será descoberta nesse país.
A lembrança que fiquei do Guilherme foi este botão. Ele me deu àqueles de carinha, panelinha acho, que infelizmente passei e esse ficou. Eu olho pra ele e não penso em chutes, passes nada disso.
Lembro de um amigo que ficou lá atrás, de uma Brasilia marrom e de um tempo bom que passou.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Pesquisei e não cheguei a uma conclusão se vídeo cassete é junto ou separado.
Procurei uma foto pela entrada do Santo Inácio pela Rua Eduardo Guinle. Foi lá que o Guilherme me pegou, mas não achei na internet. Nem sei se ainda existe essa possibilidade no Santo Inácio.
Caixas de Futebol de Mesa
Nunca dei muita importâncias às caixas para guarda de botões, pois sempre achei o preço desproporcional. Em alguns casos o preço de um time de palaton vindo do Nordeste. Contentava me com caixas mais simples, feitas pelo Dorival Bombeiro, figura conhecida no meio em Porto Alegre.
Mas de vez em quando a gente faz umas estripulias e diante de um bom custo benefício resolvi fazer esta aqui.
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Adjamir e o Vasco da Gama
Parte da coleção do falecido Adjamir, carioca, botonista federado pela gloriosa AFM de Caxias do Sul.
Tive pouco contato com ele, mas sem dúvida era uma das muitas figuras folclóricas do Futebol de Mesa nacional. Usava várias réguas e botões enormes com arruela de metal, digamos que uma antítese do liso. Pensei algumas vezes em puxar conversa naquela de cariocas perdidos no Rio Grande do Sul, mas não tive a oportunidade. Adquiri sua coleção pensando em jogar dadinho, porém a arruela de metal foi proibida e fiquei com a história, mas sem uso.
terça-feira, 7 de setembro de 2021
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
revista placar
Amigo me deu uma revista Placar e só quando fui folhear percebi que uma delas falava do meu Hobby preferido. Felicidade.
Assinar:
Postagens (Atom)














