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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

CCCP

 Uma União Soviética para jogar a minha regra favorita, a brasileira liso. Feita pelo Walter da Bahia, artesão fantástico. 







sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Burrices

 As Grandes burrices, besteiras etc que já passaram pela minha linha do tempo sobre futebol

- Ronaldinho Gaúcho maior que Pelé;
Essa eu considero imbatível, me parece uma relação Capitu e Bentinho ou daquele filme, O último americano virgem. Alguns, pouquíssimos, entenderão;
Qualquer pessoa que acompanha a seleção sabe que até o Mauro Silva jogou mais que o Ronaldinho na seleção. Os defensores do Ronaldinho irão falar do jogo com a Inglaterra, só lembram desse claro.
- Messi maior que Maradona
Essa eu teria um trabalho pra comentar, falar de lei Bosman etc, mas na realidade eu me recuso, é o ápice do analfabetismo no futebol
Tem várias outras que aos poucos eu vou soltando, precisamos combater estes iconoclastas agora antes que as futuras gerações acreditem.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Os micro

 

Eu não curto estes botões, sempre acho que vou deixar cair no chão e eles vão se arrebentar, mas valem como moeda de troca. 



Paraguai Brianezi


 A foto tá bem ruim, mas o time é lindo. A lembrança é sempre o Paraguai entregando os jogos. 

Homem Aranha

 O dia no qual fui o Homem Aranha

- E você Fabio, com qual herói se identifica?
Perto de me formar eu tinha um razoável problema pela frente:
Estava desempregado.
Escolhas erradas, um certo comodismo, não tão novo para estágios e trainees. Um somatório disso com alguma crise econômica e pronto, estava sem nada.
A linha temporal de um jovem antes dos 30 é diferente. Eu me sentia desesperado por estar sem fazer porra nenhuma, meu horizonte de tempo era 6 meses. Preciso arrumar algo, pensava.
Antigamente, não sei como é hoje, enviávamos Currículos em Word, preenchimento de sites e coisas do tipo.
O que aparecia eu caía dentro. Marketing? Sou um gênio! Finanças? Warren Buffet tupiniquim ao seu dispor. Logística? Não sei do que se trata, mas todos mentem em CV.
E pronto, mandava para as empresas, preenchia os sites e era chamado. Sim, meu currículo não era dos piores, colégio bom, faculdade razoável, inglês de curso que eu mentia colocando avançado. Informática eu sempre fui uma besta, mas quase não havia testes. Intermediário, gratidão.
Fiz muitos testes. Muitos. Quem já fez conhece o roteiro. Raciocínio lógico, dinâmica de grupo, entrevista, gollllllllllllll!!!
Eu era eliminado nas dinâmicas. Ok, como um ex colega me disse, eu entro nos campeonatos mudo e saio calado. Claro que não sou abestado e sei que devo falar numa dinâmica. Sei que devo estufar o peito, fazer voz de barítono, mostrar companheirismo, dar boas ideias, me vestir bem. Ora, quase impossível para mim.
Mas, um dia surgiu a oportunidade. Para variar eu tinha passado nos testes de Raciocínio e agora era uma dinâmica de grupo no Hotel Guanabara no Rio de Janeiro. A empresa, Votorantim.
Na dinâmica de grupo para variar fiquei mais quieto, perdi pontos como um calouro desajeitado do Silvio Santos. Acho que não tinha o “time” para falar, mas beleza, naquele dia teria uma segunda chance.
As “brilhantes” funcionárias do RH da Votorantim montam um quadro negro, branco na verdade, e colocam várias fotos de super heróis.
Uma delas diz.
- Você deve arrancar a foto do personagem que se identifica e dizer os motivos.
Perfeito. Meu lado nerd de quadrinhos iria brilhar.
- Posso começar?
- Claro Fabio. Com qual herói você se identifica?
Eu escolho o Homem Aranha por algumas razões. Ele é o anti-herói. Jamais terá a onipotência de um Super Homem ou a sabedoria de um Thor. Homem Aranha é o frágil “herói” que por uma omissão matou seu tio. É aquele que vive na eterna dicotomia, estudos ou trabalho? Casar ou manter uma identidade secreta? Sua vida é cercada por uma sombra, a da mentira, pois mente para sua Tia May com quem mora sua identidade. Homem Aranha é cada um de nós, humanos, uma grande projeto repleto de ideais, mas nunca plenamente certos que nossos passos caminham para a terra sagrada. Um herói, um engodo, alguém que necessita de
um abraço
e que reconstrói seus passos todos os dias.
Pausa grande.... Eu, orgulhoso, quase excitado.
Todos me olham com profunda admiração. Tanta poesia, tanta verdade, que comparação maravilhosa. Eu me senti o Homem Aranha e já me via lançando minhas teias para a Votorantim, em algum lugar do Brasil como Trainee.
Nunca fui chamado.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

1958


 Botão bem antigo, dos que mais gosto, ganhei de aniversário. 


Didi. 

2020

 

2020, o ano que não aconteceu (no futebol de mesa)

 

Desconfio, e vou me certificar.

Estou certo. Não houve campeonatos da Regra Brasileira em 1973, 74 e 75; Não faço ideia dos motivos e penso, será que em 2060 saberão de imediato por que não ocorreram campeonatos em 2020 ou serão como eu, que nem desconfio do que ocorreu nesses anos.

 

O primeiro campeonato que eu iria participar seria o Centro sul de liso, em Caxias do Sul. Cidade que gosto, gosto do pessoal de lá, da Associação deles, sabia que seria bom. Mas, esse ano foi o ano do seria. Nos grupos de whats começa aos poucos o assunto e como de costume nesses redutos de “intelectuais” há os donos das verdades absolutas, como se elas existissem.

 

Uma mentira e tanto, pois uma coisa a pandemia deixou claro. Ninguém sabia/sabe de nada.

 

 

Viajar de avião, por exemplo. Ao longo desses meses li que era perigoso ao extremo, depois li que o ar por ser renovado fazia com que fosse uma experiência relativamente tranquila e depois li que não, os riscos são altos, talvez dos maiores. O que eu sei agora? Não faço ideia, na dúvida cancelei minha ida para o Rio.

 

Um outro exemplo. Em março parecia que a Itália ia acabar, depois lá para junho era um exemplo a ser seguido, há pouco degringolou de novo e agora parece ter estabilizado em números altos.

 

O ano do ponto de vista de campeonatos, confraternizações foi um ano perdido. Mesmo a retomada em algumas associações com campeonatos tímidos e desfalcados quando parecia que estávamos indo bem quanto à pandemia foi estranha. Eu me senti de cueca numa festa de smoking, tenso. Críticos perguntarão, por que foi afinal? Ora, cada um sabe de si, a alternativa de ficar em casa é extremamente enlouquecedora para alguns e tivemos vários altos e baixos nesta pandemia, algumas vezes pareceu ser mais “seguro” retomar e cada um avalia sua balança, acho que somos grandinhos para isso.

 

 

 

 

 

 

Com a ausência total do que fazer 2020 foi o ano das lives. Eu nunca tinha visto uma até 2020, me recusava, mas quando em determinado momento a alternativa era ver uma ou assistir o campeonato hondurenho de futebol a live ganhou.

 

E tivemos algumas boas. A lógica dos organizadores foi a mais simples possível, vamos chamar os melhores jogadores, serão eles os com as melhores histórias e atrairão o maior público. Funcionou, mas cansou. Alguns jogam bem e são figuras interessantes, outros se você tiver que dividir um carro de Porto Alegre até Florianópolis para um campeonato o suicídio começa a ser real a partir de Torres.

 

  Num ano tão terrível como esse poderíamos assumir que ocorreria uma elevação espiritual coletiva. Trambiqueiros ficariam honestos. Arrogantes virariam um Sassá Mutema.  Todos nós iríamos acusar dois lances, faltas não vistas pelo juiz ou algum outro lance polêmico. Acreditei inclusive em algum momento que as brigas políticas cessariam.

 

Besteira. O ser humano é um escorpião como nos conta a fábula manjada que colo abaixo.

 

Em um texto tão pessimista acabar é um alívio. Poucos chegarão até o final deste texto, eu mesmo já me cansei dele. Assim como me cansei de 2020.

 

Adeus.

 

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A foto que coloquei aqui é do final do filme Planes, trains and automobiles quando depois de várias intempéries eles conseguem voltar para seu lar. Numa analogia simples, seria voltar para nosso mundo mais seguro, claro que estou simplificando ao extremo, mas alguns entenderão.

 

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Vamos à velha fábula de Esopo, que provavelmente você já conhece: um escorpião precisava atravessar o lago, mas não sabia nadar. Pediu então ajuda a uma rã, que por ali estava. E a resposta foi imediata:

– Tá pensando que eu sou trouxa! Você vai me picar!

E o escorpião diz:

– Ora essa! Se eu te picar nós dois morremos! Fique tranquila.

A rã, convencida pelo argumento, concordou. O escorpião subiu em suas costas e lá foram os dois, deslizando suavemente pela superfície da água. Na metade do rio a rã sente a picada!

– Ai!

E enquanto começa a sucumbir envenenada, pergunta ao escorpião:

– Cara! Por que você me picou? Agora nós dois vamos morrer!

E o escorpião responde:

– Não pude fazer nada… essa é minha natureza.





domingo, 13 de dezembro de 2020

o vasco é o time da virada

 Esse botão tem um perolado bonito, parece uma escama de peixe. Ele é bem alto também. 


Talvez o escudo seja dispensável, todavia eu curto. 




Palheta esquisita

 Não sei, acho que blogs vão acabar e eu não tenho vindo muito aqui. 


Mas, hoje chegou essa palheta num lote que foi uma roubada, só botões pequenos. 


Fica a foto como curiosidade




segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Confissões

 Honesto, mas sem muito esforço, a falsificação dos botões e uma CONFISSÃO - na verdade duas

Dentro das minhas auto sessões de análise durante a pandemia me recordo de uma vez que ganhei dinheiro sem muito esforço, mas honesto.
Meu pai, colecionador de carros nos bons tempos, de vez em quando tinha a oportunidade de locar para novelas. Ele trabalhava e obviamente não tinha tempo para ir até o PROJAC da Rede Globo, onde eram filmadas as novelas e séries.
Creio eu que vendo aquele filho um tanto acomodado me incumbiu/coagiu de levar o carro das fotos até o PROJAC para as filmagens de Hilda Furacão. Contudo, havia um problema grande. Eu nunca soube dirigir estes carros bem, andei pouquíssimas vezes com eles, e sempre morri de medo (explico melhor o medo no final) por ter certeza durante muito anos que eles valiam mais que a minha vida. Hoje tenho dúvidas.
Então, meu pai arrumou um amigo dele que era seu mecânico também pra irmos juntos ao Projac. Américo o nome dele.
Meus 5 leitores devem estar se perguntando: Mas, o que você fez afinal?
Digo que basicamente nada. Fiz companhia ao Américo, fomos num ford 41 (acho) do Bairro Flamengo ao Projac, longe pra caramba, devia estar calor porque no Rio faz calor o ano inteiro e eu acompanhei uma gravação o dia todo.
A gravação de uma novela é uma coisa de louco de tão repetitiva que é. A função do carro era simplesmente a de ficar parado compondo o cenário. Eu, sentado num canto discretamente, olhava a filmagem e lembro de ter visto e ouvido umas 8 vezes o Tarcisio Meira dirigindo-se a Ana Paula Arósio com a seguinte fala.
- Hilda, oh Hilda, desça Hilda.
Era algo assim, rápido, mas que demandou um tempo enorme. Sei que daqui a pouco almoçamos, todos juntos e misturados num belo restaurante do PROJAC ( a Ana Paulo ao alcance dos meus olhos) e avançamos pela tarde com outras cenas. Por volta das 17 voltamos pra casa, eu não fiz nada, apenas minha presença, mas meu pai pagou o aluguel que ganhou da Rede Globo pra mim e para o Américo. Talvez ele tenha plantado a semente, olha, ganhar dinheiro dá trabalho, é bacana querer mudar o mundo num bar do Leblon e pagar a conta com o cartão do seu pai, mas ganhar o dinheiro daquele cartão dá trabalho.
Dito isso tudo, eu deveria avançar pelo assunto da falsificação dos botões já que está no título do meu texto e no Enem eu ganharia zero por fuga do tema. Poderia fazer um paralelo com meu caso que ganhei um dinheiro fácil, mas honesto, e como existem pessoas que querem os atalhos. Só que conversando com um amigo meu ele me deu uma luz. Falou o seguinte:
- Fortes, não se mete nessa. Tem muito pilantra que vende, mas tá cheio de pilantra que compra também.
Eu claro que dei meu pitaco, irônico como sempre, mas depois pulei fora porque se perde muito tempo nessas discussões e tempo a pandemia nos prova que está passando, e passa rápido...
A propósito, um tal de Jaime me disse que sou tosco e grosso. Não sei quem é. Mas Jaime, sou sem dúvida uma das melhores pessoas para se conviver e honestíssimo. Um dia me paga um chopp e vai ver, não sou bom com piadas, mas tenho bom papo.
A CONFISSÃO PARA MEU PAI
Pai, finalmente resolvo te confessar duas coisas. Você tinha um Karmann Guia parado na garagem que as vezes eu descia e ficava entrando e saindo da vaga pra treinar pra auto escola.
Pois bem, um dia eu bati no carro do décimo sexto andar e nunca contei pra você. Amassei uma parte do carro. Contei para a vizinha depois e ela me perdoou.
Pai, a CONFISSÃO DOIS
Eu sempre fui barbeiro. Um dia peguei seu Karmann Guia amarelo para pegar uma pizza na Parmê e quando entrei na garagem me enrolei e arranquei um friso lateral do carro e fiz alguns arranhões. Jamais contei, mas sempre há tempo, eu acho.
Gratidão pela lição




terça-feira, 8 de setembro de 2020

Boca Juniors

 Um belíssimo time que pretendo, talvez, jogar os campeonatos da regra 1 toque. Por enquanto na espera da vacina. 




quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O dia que fui demitido...antes de ser contratado.

 O dia que fui demitido antes de ser contratado..... talvez pelo meu sobrenome

Quando fui demitido do hospício no qual trabalhava estava bem claro na minha cabeça que iria fazer concursos públicos.

Tinha começado a estudar já no final da minha experiência na Clínica, atravessava a Zona Sul do Rio da Rocinha até o Centro e estava começando a me acostumar com aquele universo que em breve acharia maravilhoso e desafiador.

Porém, logo depois da minha demissão surgiu um grilo falante pra me atormentar. Sei lá por que fui chamado para uma entrevista numa Clínica de Oncologia, na Tijuca.

Hesitei em ir, mas como tempo era o que me sobrava resolvi aceitar o convite.

Chegando lá fui bem recebido pelo dono da Clínica, um medico com nome de um ex presidente da CBF. Eu nunca me saí bem em entrevistas, mas havia uma afinidade entre nós, pois ambos havíamos estudado no Colégio Santo Inácio. A conversa fluiu e no final ele emendou que eu estava contratado.

Claro que fiquei surpreso, uma entrevista só e pronto, contratado por um cara que nunca ouvi falar na vida, e para uma área que não é o sonho de um hipocondríaco.

Pensei, minha temporada de concursos se encerrou, tudo bem, ainda estava na primeira marcha.

Ledo engano.

O meu ex futuro chefe me chamou para mais uma entrevista, eu supostamente empregado (sem formalizar) já seria apresentado ao trabalho. Lá fui eu ouvir todos os detalhes das minhas funções, como deveria me portar, os afazeres e tal. Nesta entrevista ele me passou o salário, quase o dobro do que eu ganhava, fiquei feliz e aguardando sacramentar nossa união felizes para sempre na CLT.

Houve, porém, uma terceira entrevista. Nesta estava o filho dele. Rapaz jovem, médico como o pai, cara de almofadinha, provavelmente lapidado pelo pai nos pensamentos e ambições. Seria mais um bate papo informal esta terceira entrevista, contudo acho, somente acho, que ocorreu um fato que mudou a minha trajetória de contratado pra demitido.

Papo vai, papo vem, o filho solta a pergunta com gosto de retórica.

- Então você é da família João Fortes né;

Explico: João Fortes é ou foi, já não sei mais, uma empresa muito tradicional no Rio no ramo de construção civil. Algumas vezes acharam que eu era da família quando na verdade não faço ideia de nada deles, a não ser que um deles foi Deputado Federal.

- Não, não, não tem nada a ver comigo.

Como disse não sei se esta resposta teve algum impacto. Sei que fui chamado ainda para uma quarta entrevista. Esta lembro bem, aqueles prédios de Copacabana de elevador apertado onde funcionava uma das filiais. Era um sábado ainda, eu de ressaca monstra me dirijo até lá pensando o que tanto querem me entrevistar.

Consultório cheio, chego por volta das 9 e fico no aguardo para minha última entrevista. Pego umas daquelas Revisas Caras deprimentes e folheio lentamente, esperando a chamada que nunca vem e nunca veio. Por volta das 11 a secretária me diz que o médico não me receberá, meu ex futuro chefe, já não gosto da palavra Doutor, quanto mais para este.

Pego o ônibus pra casa num dia ensolarado do Rio sabendo que o caminho me foi mostrado de forma indireta, com uma negativa sem palavras. Jamais soube se foi pelo meu sobrenome, se cometi alguma gafe em uma entrevista ou uma mera mudança de planos.

Simplesmente segui meu caminho depois, agora de forma definitiva.





quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Zé Chinelo

 O Ano Perdido e o Zé Chinelo no Futebol de Mesa.

O ano está perdido como todos sabem. Praticamente todos os campeonatos cancelados, no meu universo no Rio Grande do Sul uma remotíssima possibilidade de ter a Taça Rs em dezembro.

Todos tristes, portanto!!!

Não, nem todos. Há alguns que tem orgasmos retumbantes com o cancelamento dos torneios, da associações fechadas, do silêncio dos gols.

O Zé Chinelo.

Toda Associação de Futebol de Mesa que se preze tem um Zé Chinelo. O Zé Chinelo é aquele cara que reclama da mensalidade, reclama que é roubado nas mesas, reclama que o café do bar tá caro sem nunca ter consumido. Cerveja chance zero de consumir, o Zé Chinelo não bebe.

Se a Associação faz um torneio de fim de semana a 40 reais com almoço e troféu ele vai reclamar. Tá caro, estão roubando, o Zé Chinelo dirá;

Pouco importa se baixar para 30 ou 20, o prazer do Zé Chinelo é reclamar.

O Zé Chinelo adora grupos de whats. Manda mensagens enormes, o tamanho do áudio é proporcional a chatice da pessoa, isso é tão claro quanto a terra é redonda. O Zé Chinelo manda aqueles enormes, de voz empostada pra transmitir credibilidade. Mal sabe da lei universal, passou de 3 minutos você é um chato.

O Zé Chinelo reclama do preço do Centro Sul, do Brasileiro e da Copa do Brasil. A chance dele ir é zero, nem de graça ele iria, porque o Zé Chinelo é mandado pela mulher. Ela não deixa ele ir, mas ele reclama como se a questão fosse financeira. Mentira!

No fundo o Zé Chinelo não gosta de futebol de mesa, botão; Ele gosta de reclamar, de desenvolver teses, seu sonho é ter um cargo. Ele quer ser presidente de algo. Ninguém o ouve na vida, mas quando ele esta em uma Associação é a sua chance de ter sua lamúrias ouvidas.

Sua Associação tem um chinelo.

Se você não sabe, cuidado.

Pode ser você!!!




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Enfia o Falcon no C

 ENFIA o Falcon no c...

E numa dessas tardes meio tediosas de trabalho me chega uma mensagem pelo whats de um contato que nem tenho salvo. Direto ao ponto, sem muitos floreios.

- Cocão, tudo bem? Cara, me dá uma ajuda aí, só restou você. Tem uma promoção do Falcon que eu quero pra mim, mas tô sem grana. Você compra pra mim e eu te pago aos poucos?!

E eu, pego de surpresa, comecei a pensar. Falcon??????????? Pô, até acho legal, tive um criança, com helicóptero e tudo, mas digamos que não é uma prioridade para um pedido, além do mais nessa época.

Eu não respondi que não, falei pode deixar, vou ver, etc etc etc, porque fiquei com vergonha de falar que não.

E assim o tempo passou, o amigo me mandava umas mensagens pelo whats sobre assuntos meio aleatórios, vídeos de 10 minutos e eu não respondia. Não por falta de educação, mas eram assuntos meio loucos mesmo e eu pensando, porra, um Falcon?

Um belo dia ele me manda uma mensagem enorme, algo muito específico, mas um pouco abaixo tinha a seguinte frase:

Ah, e enfie o Falcon no C...

Juro que comecei a rir. Tipo, alguns eu teria ficado chateado, mas dessa pessoa realmente eu gosto, botonista raiz.

Não foi muito elegante, mas tudo bem.




domingo, 16 de agosto de 2020

Botões gaúchos

 Meus amigos

 Belos botões, a tão falada matéria prima galalite que no Rio confundem e nunca cheguei a conclusão do por quê!


Transcrevo um levantamento que fiz no Facebook, mas não obtive resposta satisfatória. 


Pessoal do Rio,

Uma dúvida sobre o uso da palavra galalite pros botões. Lembro que na minha infância a gente jogava com tudo que é botão misturado, brianezi, estrela e bertisa, mas os teoricamente melhores chamávamos de galalite. Sei que quando vim pro Sul peguei a diferença de composição entre os materiais e sei com uma boa dose de certeza qual material é galalite e qual é acrílico.

Mas, um amigo meu me disse que o chamar de galalite tem a ver com a Fábrica de brinquedos Glasslite. Havia o chaveiro em acrílico e houve uma confusão com o nome, algo assim.

Pra mim na infância era assim, a gente quando ia negociar ou trocar falava:

- Ah, esse é de galalite!!!

E automaticamente aquele botão que não jogava nada virava um Zico.

Quem souber a origem do nome no Rio me conta aqui!




segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Foi um Rio

 Faz três anos que fui embora do Rio. Mesmo que a distância nos dê um poder de análise dos defeitos muito maior e o passar dos anos crie em nossas mentes visões estereotipadas arrisco a dizer que é um lugar diferente. Poderia me limitar ao óbvio, paisagens, praias e morros, mas é muito mais que isso. Na verdade, isso é uma pequena parte. Ser carioca é ter um estilo de vida.

O carioca é o parente folgado, meio louco, que todos nós temos, recriminamos, contudo o que mais gostamos e admiramos. Queremos ser como ele. Pois é leve e a vida tem que ser levada assim. De forma leve. Como um sábado de sol no Rio.

Todos são próximos. Em meia hora de conversa no Bar você ouve o “coé mermão” cheio de intimidade de quem nunca havia te visto. Nessa meia hora contará sua vida, o “desconhecido” contará a dele e vocês sairão de lá como melhores amigos, cheios de promessas de encontros e reuniões que jamais se concretizarão.

Outro dia um grande amigo meu que também mora fora escreveu que lembra do Rio ensolarado e extremamente quente. É engraçado que ao ler as palavras dele me lembrei daquele céu azul sem uma nuvem, daquele calor senegalês, mas lembrei muito mais do quente como um abraço, daqueles eternos, como se a cidade me abraçasse.

A última vez em que estive no Rio foi em Julho, no gélido inferno carioca. Achei engraçado aqueles bares lotados de segunda a segunda, as ruas cheias, os gritos, pois carioca não fala, berra. Senti em casa novamente, como se nunca tivesse saído e parei para refletir sobre os rumos que tomamos.

Lembrei do dia que parti, temeroso com os novos rumos. Não me arrependo, acho que sair da sua zona de conforto te faz crescer como pessoa, amplia seus horizontes, mas esse rio de lembranças percorre minha mente todos os dias. O Rio que passou na minha vida e em algum momento houve uma bifurcação. Como a vida de todos nós que, quando menos esperamos, nos apresenta novos caminhos e subitamente temos que escolher qual a seguir; Navego em outras águas agora, mais geladas, mas ainda avisto aquela cidade especial nos meus olhos fechados




quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Entrei mudo e saí...

Entrei mudo e saí....

Meu primeiro emprego foi altamente contraditório para minha personalidade. Operador de Telemarketing! Logo eu que quase não abria a boca, tímido ao extremo, "arrumei" um emprego no qual deveria falar durante seis horas seguidas. Na verdade eu não arrumei o emprego, eu era um peixe, o que fiquei sabendo um tempo depois.

Explico: meu pai tinha muitos contatos e um belo dia ele me avisa de uma boa oportunidade, salário alto para telemarketing, bom ticket refeição, seis horas por dia etc

Eu fiquei feliz, porém acreditava que o contato era um passo inicial; deveria me sair bem na entrevista, dinâmica de grupo e coisas do tipo. Claro que fiquei nervoso, haja vista minha experiência anterior que contei aqui na qual eram 3 indicados, duas vagas, e eu rodei.

Sei que minha chefe, que havia feito a entrevista, algum tempo depois disse:

- Fabio Sérgio( Um dia eu explico o Sérgio), você não abriu a boca na entrevista!!!

Então, me dei conta que fui o primeiro candidato a emprego a ser aprovado não tendo aberto a boca.

Sempre achei que essa imagem tímida tinha colado em mim na empresa, mas quando retomo o contato com alguns colegas nesta pandemia que me remete a laços do passado não tão amarrados ou sedimentados me parece que eu era um tanto quanto diferente do que eu me enxergava.

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Outro dia me chamou a atenção o comentário de um colega do meio do Futebol de Mesa!

- Fabio Fortes (agora já sou conhecido pelo meu nome) entra mudo e sai calado!

Aqui diferente do meu primeiro emprego eu já achava que passava uma imagem mais, digamos, descolada. Não tão arisca como se apreende deste comentário do colega.


De fato, não faz meu estilo cumprimentar todos, contar piadas, rodar o salão com cumprimentos efusivos e ouvir cantos de "Ele é um bom companheiro".

Gosto de grupos menores, conversa de bar e resenhas que se aprofundam conforme a cerveja gelada desce.

Provável que não terei o destino feliz do meu primeiro emprego, não existe peixe em campeonatos, agora dependo exclusivamente de mim e do meu talento, ou da falta dele.

Melhor assim.

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Um amigo lê meu texto e diz como sou visto.

- 3 pontos!




sábado, 18 de julho de 2020

Diversos

A gente vai acumulando neste nosso universo coisas que nem sei bem o que são. Esta é uma delas.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Mais um bolacril

Sei que é raro, não sei quanto.

Mais uma bela peça para minha coleção humilde, mas honesta.

O mental no Futebol de Mesa



Hipnose e as finais
Quando assisto uma final de futebol de mesa em qualquer regra sempre penso qual o grau de nervosismo dos jogadores que estão disputando. Claro que fala das finais de brasileiro, estaduais, aquelas que temos grandes grupos assistindo, transmissões, realmente diferenciadas. Campeonato por equipes também, esse eu considero talvez até mais nervoso.
Eu não me imagino numa final claro, mas penso, se eu chegar farei um bom jogo?
Creio que não e para isso temos um somatório de fatores. Eu sou bem tímido, acho que a transmissão me deixaria nervoso. Também penso que um grande jogador consegue se desligar dos que estão a sua volta, já ouvi algo que o Michael Jordan se imagina na sala de casa arremessando, algo assim, então imagino que guardadas as proporções os grandes finalistas "apertem" um botão e esqueçam que estão sendo assistidos.
Não tenho essa capacidade!
Mas, na remota hipótese de eu chegar à final me prepararei com estes livros que comprei hoje e mais alguns cursos quando o mundo voltar ao normal. Quando fiz concursos não trabalhei meu emocional, fui na base da insistência, mas já naquela época ouvi falar de hipnose no campo de estudos e emocional. Nunca fiz, mas pretendo aprender e elevar meu estado mental ao ponto de parafrasear as palavras do Didi nos Saltimbancos Trapalhões.
"Eu vou popotizar você!"
Eu vou ganhar de você!

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Tio Luiz

TIO LUIZ

O prédio, branco, bastante antigo, está lá até hoje. Fica na esquina de Rita Ludolf com General San Martin, bem no final do Leblon. São três andares, mais um pavimento térreo. A impressão que se tem é a de que parte deles é ocupada por escritórios. Apartamentos residenciais parecem ser coisa do passado.

Nos anos 50 um desses apartamentos era ocupado por uma família chilena. O patriarca era Juan Marchant, um fantástico jóquei que brilhou durante muitos anos no Hipódromo da Gávea.

Uma leva de profissionais do turfe chileno aportou no prado carioca nos anos 40 e 50. Todos muito competentes. Lembro, além de Juan Marchant, de Emidgio Castillo, Oswaldo Ulloa, Luiz Dias e do extraordinário Francisco Irigoyen. Este, classudérrimo, era o piloto titular do Stud Seabra, que abrigava grandes campeões. Entre eles Escorial, o super craque que viajou para Buenos Aires e desbancou a criação argentina no Grande Premio Carlos Pellegrini, em 1959. No dorso, “Pancho Irigoyen”. Que era tudo, menos um atleta. Boêmio, dizia não guardar apreço especial por sua profissão. Repetia sempre: “No me gusta la hípica. A mi me gusta bailar”. Bailou até o dia 20 de maio de 1984. Foi quando desapareceu. Sumiu completamente. Não se sabe como, nem porquê. Sequestro? Ninguém sabe. Nunca surgiu uma pista para o desaparecimento de Francisco Irigoyen.

Voltemos a Juan Marchant. Um belo dia, o barítono Paulo Fortes, que morava a quatro prédios de distância, bateu à sua porta, conforme haviam combinado. Foi direto ao assunto: “Marchant, amigo velho, este não está sendo um ano bom para quem se mete a cantar ópera. A programação do Municipal anda fraca e eu estou duro feito um coco. Tenho que pagar a prestação do financiamento do apartamento, o pessoal do Banco do Brasil, você sabe, não dá refresco. Eu pensei, vou falar com o Marchant. Quem sabe ele me dá uma barbada, me indica um cavalo meia-bomba que, ganhando, pague uma nota preta a seus apostadores. Jogo uma grana no bicho e resolvo meu problema...E aí velho, alguma sugestão?”

Marchant ouviu. Não disse nada. Rosto largo, olhos rasgados, a revelar sua ancestralidade. Pele queimada, inevitável para quem, todas as manhãs, exercitava dezenas de cavalos de corrida. Esse silêncio durou um tempo, até ser rompido por uma frase curta.

“Pablo, sábado, sexto páreo. Tio Luiz”.

“Vamos lá, Marchant, deixa eu ver o programa...sexto páreo...Tio Luiz...é você que monta esse tal de Tio Luiz! Mas é um cavalo horroroso! Não vai a lugar nenhum!”
Expressão inalterada, Marchant repete: “joga Tio Luiz...”

Paulo se desespera: “Marchant, o assunto é sério! Tenho andado muito nervoso! E você me vem com uma maluquice dessas! Esse Tio Luiz nunca passou de um oitavo lugar! Isso num páreo em que provavelmente correu sozinho...”

Não disfarçando um ar de enfado, o arauto repetiu pela última vez: “sexto páreo. Tio Luiz”.

Paulo Fortes agradeceu, educadamente, mas deixou a casa de Marchant com absoluta certeza de que havia perdido seu tempo. Dormiu mal nas duas noites seguintes. Chegado o sábado, se arrumou e foi para o Jockey Clube. No bolso enfiou uma maçaroca de dinheiro, para qualquer eventualidade. Dinheiro reservado para passar o resto do mês, nunca para apostar naquele estrupício, o tal de Tio Luiz...

Os páreos foram sendo disputados. O hipódromo estava lotado. Frequentador assíduo, o barítono permanecia junto de seus amigos. Quarto páreo, quinto páreo...eis que aconteceu o rompante. Como um raio, ele se dirigiu ao guichê de apostas, sacou seu maço de notas e bradou: “Sexto páreo, tio Luiz, Ponta!”

Voltou ao seu lugar. Alguém perguntou e ele, envergonhado, disse que apostara em Tio Luiz. Risada geral. Interrompida com o início do “canter”, o galope de apresentação do sexto páreo.

Dava pena o tal do Tio Luiz. Para começar, um cavalo de porte muito pequeno, em comparação com os demais concorrentes. Certo de que havia feito uma besteira monumental, Paulo Fortes até achou que o bicho já entrara na raia mancando. Pelo binóculo, viu se dissiparem suas últimas esperanças. No dorso do indigitado, a expressão de Juan Marchant revelava profundo desânimo. Depois de um “canter” desalentador, o barítono mal acreditava que Tio Luiz pudesse encontrar forças para chegar até o “starting-gate”.

Mas chegou. E foi dada a largada! De acordo com o previsto, Tio Luiz foi ficando para trás. Mas, surpreendentemente, quando o pelotão começou a contornar a grande curva, estava próximo dos demais competidores. Terminou a curva “misturado” com a concorrência. Ao entrarem na reta de chegada, tio Luiz se aproximou dos ponteiros. Paulo Fortes gritava feito um louco: “Tio Luiz!”, “Tio Luiz!”. No dorso do matungo, Juan Marchant se agitava como um demônio. Tio Luiz já ocupava a segunda colocação. Paulo gritava “Tio Luiz” no mesmo lá bemol em que finalizava a ária de Fígaro, no “Barbeiro de Sevilha”. Eis que Tio Luiz assumiu a ponta. Paulo passa a gritar no tom em que encerra a Romanza do “Guarany”, de Carlos Gomes.

Tio Luiz ganhou o páreo. No entorno do barítono todos estão completamente surdos. O matungo pagou um monte de dinheiro aos seus escassos apostadores. A prestação do apartamento estava salva.

Durante muito tempo Paulo Fortes, por onde circulava no Jockey, ouvia dos demais frequentadores um coro frenético: 

 - “Tio Luiz!”, “Tio Luiz!”


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Sou um crápula

Meus amigos,
Descobri que sou um crápula. Sou debochado, irônico, sarcástico, cometo excessos na bebida, na comida, uso as palavas erradas nas horas impróprias, não tenho jeito.
Sou um tremendo de um crápula.
A palavra usada pelo meu avô para me descrever me preenche de significados com a idade e a pandemia. Sim, a pandemia me fez mergulhar em interiores sentimentais e intelectuais que jamais queria ter conhecido.
Sou um crápula. Palavras que escrevi e não deveriam ter saído, críticas veementes que poderiam ter sido evitadas, descobri que o ser humano deve primar pela discrição, pelo afago, pois nossa passagem é tao ínfima que devemos ignorar o que nos atinge e apenas enaltecer os momentos mágicos que tem uma carga de abstração que poucos percebem.
Mudei, e para coroar minha mudança escolhi um time crápula.
Palmeiras, pra mim começo dos grandes patrocínios, fim do futebol romântico, marca definitivamente o término dos anos 80 e o começo da decadência do futebol ( em todo o mundo) dos anos 90;
Sou um crápula!!!