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sábado, 23 de maio de 2020

A solidão do botonista

Fiz o seguinte pedido ao meu pai:
- Pai, já que você pinta e acredito que toda tela tenha um significado quero te pedir algo bem específico. O Futebol de mesa é um jogo solitário, não há técnico para auxiliar, individual o jogo ao extremo. E já sendo um jogo solitário existem alguns lances que me remetem há uma solidão mais profunda ainda, daquelas que nossa única companhia é a batida do nosso coração. Estes lances são os cruciais, aqueles do último lance, com dezenas de pessoas em volta da mesa, porém o jogador está lá desamparado, sozinho na montanha, sem poder pedir ajuda a ninguém a não ser a ele próprio. Quero que capte a essência desse lance numa tela.
Ouço uma respiração mais profunda, a pausa demora e eis que a resposta vem:
- Fabio, esse quadro, com esses detalhes, com essa complexidade, com toda essa carga psicológica, eu só consigo imaginar uma pessoa que faça. Vou te dar o telefone, mas desconfio que ele não vai poder te atender.
- Opa, quem é a pessoa?
- Portinari!





Traves

Traves de madeira que consegui no Rio de Janeiro. Estou aguardando o fim da pandemia para abraçá-las.


terça-feira, 19 de maio de 2020

CCCP

Meu próximo projeto, uma União Soviética.

Já tive minha época comunista, quando criança, acho que influenciado por um certo mistério do país e das seleções de volley e basquete (eu era fã do Sabonis).

Time sendo feito pela lenda do Rio Grande do Norte, Aldemar.




domingo, 1 de março de 2020

Barbosa

Meu goleiro no dadinho é o Barbosa. A lembrança mais forte que tenho dele e que me motivou a ter muita pena e homenageá-lo foi a recusa da seleção de 94 em recebe-lo, creio que por superstição, não me lembro.

Para meus 3 leitores em breve postarei fotos do goleiro.


Concorrência Perfeita

Num desses grupos de whats vejo o pessoal reclamando do preço da bolinha da regra 1 toque.
R$ 3,50.
Comecei a pensar quais os produtos mais baratos que a bolinha. Lembrei da goiabinha e da água vendida no Centro de Porto Alegre por 2 reais.
Vejam, se a pessoa reclama que a bolinha é cara ela supõe que o lucro por cada bola é exacerbado. Se é exacerbado o comportamento racional a ser tomado por ele é que ele mesmo fabrique e assim ganhe muito dinheiro.
Por que ele não faz isso?
Provavelmente não é tão simples assim, então o trabalho deve ser valorizado.
Ou
O lucro pela bolinha não é tão grande assim e não vale a pena ficar trabalhando em cima de algo que ganhe tão pouco.
Enfim, com um pouco de lógica e apenas uma refutação interna a pessoa cai em contradição.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Álbum Brasil nas copas do mundo

Um belo Álbum que a fortesbotões conseguiu, claro que por uma quantia que doeu ao ponto de chorar.

Mas, a vida é curta, a felicidade efêmera e o dinheiro não se leva.

Troco por futebol de botão.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Fichas de Poker

Dentro do meu projeto de ser enterrado com meus botões mais um fichário de poker que em breve estarão nas mãos de algum artesão delicado produzindo craques para a minha mente senil.

Caso tenha um fichário entre em contato com este humilde colecionador.


É proibido ter lucro



É proibido ter lucro!!!!!!!!!!
Janeiro e fevereiro são meses tradicionalmente mortos no botonismo por essas bandas e o que há de mais emocionante pelo menos até o Centro Sul são os Opens.
E o que há de mais polêmico nos Opens não são os convidados, as ausências, os jogos ou os vencedores.
O que há de mais polêmico é o preço da inscrição!
Meus amigos/colegas do Futebol de Mesa em sua maioria reclamam dos preços dos eventos. Desandam a fazer contas, se tem almoço, se a entidade vai ter lucro (acham absurdo), se o troféu é caro, enfim, uma gama de coisas é levantada com o único propósito.
É proibido ter lucro!
A conta de quase todos é que o custo tende a zero e assim a inscrição deveria tender a zero. Poderia citar as inscrições nacionais também que o pessoal reclama e reclama, para quase todos o preço é uma tapa na cara do trabalhador brasileiro.
Afirmo que em meus anos de botonismo o preço das inscrições é o que une todas as associações e todos os botonistas. A conta de padaria está feita, ah, eles já têm as mesas, é o custo da luz, troféus e pronto, não tem razão do preço ser este.
Mesmo quando visivelmente a estrutura é mais caprichada (competições oficiais), num lobby de hotel por exemplo, as reclamações continuam e o tal do lucro, este pecado nacional, não pode se perpetuar.
Gordon Gekko com certeza não teria vez no Futebol de Mesa nacional.
Gordon Gekko: The point is, ladies and gentlemen, that greed, for lack of a better word, is good. Greed is right. Greed works. Greed clarifies, cuts through, and captures the essence of the evolutionary spirit. Greed, in all of its forms, greed for life, for money, for love, knowledge, has marked the upward surge in mankind and greed, you mark my words, will not only save Teldar paper, but that other malfunctioning corporation called the USA. Thank you very much.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Palermo

Volto a postar o Palermo para falar sobre a diferença entre os palatons. Mais pra frente comento.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

seleção de 70

Lote bacana que peguei. Sou fanático pela seleção de 70, um dia irei me alongar com uma teoria freudiana rasa sobre as razões.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Motel e Salatiel

PS - Salatiel é um dos mais famosos artesãos de futebol de botão, sendo que hoje em dia seus times são raros pois ele não fabrica mais.





Motel e Salatiel
O campeonato é daqueles de verão, pré temporada. Não é um campeonato que prometa grandes emoções nas mesas e sim é daqueles para papear, tomar um chopp e tentar fazer algum negócio.
Falou em negócio falou no Antenor. Ele adora, não joga nada, o lance dele é ficar no canto no qual montam as barraquinhas das transações, compra uns dez times e faz umas 200 trocas.
Antenor chama esse cantinho de Canto dos Perebas; explico, ele comenta que você não vê jogador bom fazendo negócio, rolos ou semelhantes. Só os perebas que ficam lá como alucinados, a compra de um time é o ópio do derrotado na mesa ele dizia.
Antenor estava de olho em um time, um Vasco Salatiel, pin randal, 20 botões, palaton, time bom e caro. Entretanto havia um detalhe, grande, o time era do Rafael que não queria vender.
Rafael, malandro, não precisava de grana, mas se houver um bom lucro por que não?
Ele enaltecia o time, fazia uma propaganda com sua lábia infalível.
- O time não anda, voa!!!!
- O time ganhou de Franklin e Dudinha!!!
- Esse pin vale mais que a minha esposa!!!
- Cruza de Ferrari com Lamborghini.
- Time feito na melhor fase de Salatiel.
Falou tanto que convenceu Antenor, mas foi uma legítima atolada. Já tendo bebido umas e outras Antenor sacou o visa black, estufou o peito e passou 2500 em 12 vezes. E os juros que se fodam ele bradava.
Comprou e colocou na mesa. O pereba do Antenor sentiu que era o time da vida. Primeiro jogo com um senhor de Caxias, nunca havia ganho dele.
- 3 x 0.
Segundo jogo com um marrento de Rio Grande.
- 2 x 0 com direito a grito na cara.
E assim foi, ninguém acreditando, uma vitoria atrás da outra e por mais que fosse um torneio amistoso o desempenho do Antenor beirava o milagre.
Porém, existe o ditado, da onde menos se espera que não sai nada mesmo. Uma pausa tardia para o almoço, umas cervejas a mais além das que já havia tomado e a amante de Antenor mandando mensagem sem parar formavam uma combinação explosiva.
- Amor, onde você está?
- Tô com aquela calcinha Antenor!!!
- Vem meu campeão, eu serei a cereja do seu troféu!!!
Não deu outra, Antenor balbucia com o álcool nas ideias para os que dividem a mesa com ele.
- Vou lá, dou uma rapidinha, e volto pro título. Sexo e botão, o que há de melhor na vida?
Uma hora e meia até a final somando o intervalo com a final da prata, dá e sobra o tempo. Motel ao lado, não tem erro.
Lá ele chega e as coisas começam a dar errado. O motel está lotado!
- Quem vem trepar sábado a tarde kct?
Depois de angustiantes 20 minutos ele finalmente chega ao quarto. Tira a camisinha de forma desajeitada da sua mochila repleta de times e manda ver.
Faltando uma meia hora ainda para a final Antenor está bem calmo. Paga o motel, sorri para a recepcionista e deixa a amante no Shopping. Dirige-se ao clube para ser coroado com o título, nunca havia chegado a uma final, imagina ser campeão.
Chega na mesa, abre a mochila para colocar Vasco na mesa. Dizem que time bonito não ganha título, vão ver só.
Mas o Vasco não está lá. Não está no primeiro compartimento da mochila, nem no segundo, nem no terceiro. Corre para o carro e também não está lá. No bolso nem cabe, mas checa assim mesmo e não está claro.
- Meu Deus, será que na hora de pegar as camisinhas...
O tempo urge, o adversário reclama, não tem jeito, coloca o time antigo na mesa que tão poucas alegrias deu para ele e a história se repete.
Perde de 5 x 0.
Mal cumprimenta o adversário e corre para o motel. Não, ninguém achou nada! Não, o senhor não pode ir, o quarto está ocupado. Fazendo o que, ora, o senhor sabe né. O que o senhor perdeu? Ah, é particular, o senhor não quer falar, aí fica difícil né.
Desiste de esperar e tem que ir para casa, a esposa o aguarda.
A mochila revirada várias vezes apenas sacramenta a dor.
- O time foi perdido.
Até hoje quando passa em frente ao motel Devaneio Antenor pensa em parar, perguntar se acharam seu time de botão lá e pedir que o devolvam. Quando seus pensamentos o impulsionam até quase a porta do refúgio sexual ele arrepia. Acha que o pedido soará estranho, tem vergonha, ou mesmo acredita que um outro casal saliente pegou o time e está por aí em alguma mesa desfilando um belo time do Salatiel e sorrindo com as vitórias que lhe foram negadas pelo desejo carnal.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

colecionismo

Este blog procura fazer negócios também. Se alguém quiser comprar ou trocar por futebol de botão estes itens entre em contato.



Goleiro


Goleiro em resina ou paladon, eu não sei precisar. fica a curiosidade que os goleiros antigos da regra brasileira tinham essa cava.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

mesa

Esta foi minha primeira mesa Oliver, um fabricante de Petropolis no Rio de Janeiro que creio que é o melhor de todos.

Jogamos muito, eu e amigos, mas passei por ser grande demais.


domingo, 12 de janeiro de 2020

Redenção

Numa oficina de escrita que fiz tínhamos que escrever uma vez sobre um assassinato. Me inspirei numa revista antiga do Homem Aranha
Claro que é ficção.
Redenção
Ave Maria
- É hoje Doutor. Ele vai estar aqui hoje, trabalhando perto do lago. Vai só roubar, pois o barraco ainda tá quente desde o lance da sua filha. Mas não tem erro não Doutor, chega as 19 que ele vai estar. Agora, te avisei, ele é do mal, maior que o Senhor, tem certeza que...
- Não preciso dos seus conselhos. Toma aqui seu dinheiro. Dois mil reais conforme combinado. Nunca nos vimos, ouviu? Nunca nos vimos!
Lance...! Eu não sabia detalhes do assassinato de Camila, mas em minha mente tudo estava delineado. Provavelmente Camila se atrasou, como sempre. Talvez mais naquele dia. Ciente de que eu detestava atrasos resolve cortar caminho por dentro do Parque da Redenção. Por mais que recomendasse que jamais devesse adentrar no Parque, nem de dia, Camila, do alto dos seus 21 anos, provavelmente me ignorou. E foi esse o erro da minha filha. O erro dela que me corrói todos os dias. Desde então sinto que estou numa banheira, apenas vendo as gotas enchendo até me afogar. Não tenho forças para sair.
Cheia de graça.....
Inicialmente o luto. Talvez pudesse viver com ele, para sempre. Jamais seria o mesmo, mas muitos vivem em luto. Quando acontece uma tragédia dessas em nossas vidas todos se acham no direito de dar conselhos, como se houvesse algo a ser feito. Estava quase acreditando nos conselhos, desejoso de acreditar, quase implorando, mas aí os detalhes surgem. E não é o todo que dói, é o detalhe.
Estuprada até a morte. Acorrentada. Um seio arrancado. Pulsos extremamente machucados indicando que foi amarrada, mas que lutou. Lutou muito pela vida. Tudo isso me foi dito por Marcelo, meu amigo da Polícia Civil. Relutou, usou as frases prontas, de que tudo passa, não importa o que aconteceu, Deus quis assim, foi um anjo neste planeta e sua missão foi breve. Como aquelas palavras me irritavam!!! De tanto insistir, Marcelo contou. Talvez não tudo, mas o suficiente.
O Senhor é convosco...
Pensei em acreditar na Polícia, deixar a Justiça acontecer. O que ouvia era sempre a mesma coisa. A Polícia não tem pistas, está investigando, fazemos todo o possível. O clamor inicial da população se apagou. No começo discussões acaloradas, manchete de primeira página da Zero Hora, falência do estado, vamos cercar a Redenção. Dois meses depois minha filha é um número e eu mais um que perdeu um ente querido na guerra em que vivemos e que há muitos anos perdemos. Alguém precisa inverter isso, reagir.
Alguém...
Bendita sois vós entre as mulheres...
Com a ajuda de Marcelo começo a investigar. É incrível como a polícia trabalha se quer, se quer e se pode. Fizemos tudo usando os meios ilegais. Pelas vias normais não conseguiríamos nada. O primeiro era um bandido de um grupo rival e vendeu-se por pouco, cem reais. Disse que o parque era dividido em quatro grupos e que minha filha foi assassinada por um integrante do grupo três, o grupo que fica perto da escola de medicina. Disse que todos sabiam quem tinha feito, pois estupros eram proibidos devido à repercussão. Ele ficou queimado no grupo dele e começou a atuar sozinho, mas nunca parou. Apenas passou a atuar mais tarde, por volta das 19 horas, não todos os dias, mas costumava aproveitar o inverno de Porto Alegre. Meu informante não o conhecia pessoalmente, então não podia me passar uma descrição.
Com a ajuda de Marcelo consegui mais um contato. Dessa vez um dos integrantes do grupo do assassino. Me deu todos os detalhes de que eu precisava. Alto, branco, cabelos pretos lambidos e repartidos para o lado. Tinha por volta de 20 anos, usava uma corrente grande e dourada, com um enorme crucifixo. O principal, no entanto, era a cicatriz. Conforme seu companheiro disse, era enorme, e daí seu apelido: João cicatriz. Era o suficiente, pensei. Restava apenas o dia, a hora e agir. Agir.
e Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus......
Não planejei muito. Desde a morte da minha filha não tinha mais medo de nada. Não tinha ambições, sonhos. Na verdade conhecer o assassino da minha filha era o que me movia. Aquela coisa presa na garganta, como um câncer, uma falta de ar que me acometia. Precisava da libertação. Aquele era o caminho. Tinha quer ser.
Um terceiro bandido que atuava isolado dos outros grupos, apenas para sustentar o vício, me dá o dia e a hora. Quinta feira, 17 de julho. Procuro me vestir como um desavisado, como alguém que não sabe que existem territórios proibidos na cidade. Faz um frio tremendo. Chego na Redenção as 19 e os relógios já marcam 7 graus. A escuridão e o frio afugentam a população. Alguns esportistas caminham no entorno do parque, mas dentro dele não há ninguém. Apenas eu no território que me disseram que ele iria atuar. Apenas eu, perdido em pensamentos, sem saber ao certo o que estou fazendo. Eu, que sempre adorei os estudos, mal consigo ter um pensamento inteiro. Na minha mente só há espaço para duas coisas.
Santa Maria, Mãe de Deus...
O tempo passa e não avisto ninguém que se encaixe no perfil. Temo que não vá aparecer, que meu esforço todo tenha sido em vão. O drogado me enganou – penso. Quando o frio está quase me rendendo sou interrompido por uma voz rouca, que gela ainda mais minhas mãos.
- Vai um programa Coroa? Uma chupada dez pila.
- Não, me deixa.
Olho de relance e vejo um menino, talvez não mais que 15 anos. Dou as costas e uma sensação de nojo me percorre, mas breve meus sentimentos são trocados por um misto de ansiedade e raiva. Ouço o menino que me ofereceu o programa falando com outro rapaz, e naquela hora se não é um “programa”, boa coisa não é; Estão distantes, mas vejo de soslaio que apontam pra mim.
O segundo rapaz começa a me seguir, uma respiração pesada, tosses, quase corre. Fiz questão de usar roupas chamativas e o relógio mais caro que eu tinha. Sinto que ele está quase chegando e ouço a pergunta:
- Que horas são Doutor?
Viro e procuro traçar um perfil rápido, conforme a descrição que me deram. Engraçado que antes mesmo de virar eu já sabia, já sentia que era ele.
Tudo coincide. O cabelo lambido, magro, o cordão e a cicatriz, enorme, percorrendo todo o rosto. Fico sem ação e ele insiste.
- Que horas são Doutor?
Quando tiro as mãos do bolso e ergo o braço como se fosse ver as horas seus olhos brilham. Eu era o ganho dele naquela noite fria e de poucos lucros. Vejo que coloca as mãos no bolso, provavelmente para pegar uma arma, mas sou mais rápido. É fácil comprar uma arma de choque no Brasil. Uso-a de forma desajeitada, no máximo, e ele apaga. Por alguns instantes penso que o matei, mas não desvio do meu plano. Acorrento-o pelo pescoço com uma tranca longa de bicicleta que havia escondido atrás de uma árvore. Em cinco minutos ele recobra os sentidos, balbucia algo sem nexo e ao recobrar os sentidos e perceber que está preso começa a me xingar. No começo pensa que sou de um grupo rival ou um viciado em crack, mas quando conto a história ele não esconde o que fez, pelo contrário, parece indiferente. Imaginava que ele ia mentir, que teria que arrancar a confissão, mas pelo contrário, ele fala, e quando fala enxergo um sorriso nele. Ele ri de mim e do que fez. Ele ri.
Rogai por nós pecadores...
- Sua filha não foi a primeira nem a última velho. Sou di menor, nada vai me acontecer. Sua filha era muito da gostosa. Gritou como uma cadela e não vai acontecer nada, eu sou di menor. Não vai dar em nada.
Pego algumas palavras, não todas, mas o sorriso vejo com nitidez. Um sorriso discreto, malicioso, sem mostrar os dentes. Eu não quero mais ver o sorriso.
Agora e na hora da nossa morte....
O tiro é silencioso e naquela hora pouco importa. Não há mais ninguém no parque. O sangue jorra, mas não fico para olhar. Não gosto de sangue. Jogo a arma em um pequeno lago e me certifico que ela afunda. Não gosto de armas.
O frio parece mais intenso agora. Caminho a passos lentos para o ponto de ônibus, que passa rápido. Uma senhora me fita e me dou conta mais uma vez das minhas roupas chamativas, do meu relógio e do adiantar da hora. Pela primeira vez lembro de Ana, minha esposa.
Chego em casa e a vejo adormecida na poltrona. Linda ela, mas parece ter envelhecido dez anos nos últimos meses. Tento não fazer barulho, mas a batida da porta me denuncia.
- Álvaro, onde você estava até agora. Estão todos te procurando. O que estava fazendo até esta hora?
- Estava rezando Ana. Rezando
Amém.
Fabio Fortes



Alemanha x Colômbia

Esta Alemanha peguei essa semana, 4,2, dei sorte.
Claro que os 2 jogos mais emblemáticos que lembro são a final de 2002 e o famoso 7 x1.
Mas, lembro de um por causa da narração do Silvio Luiz que eu adorava. Foi em 1990, Alemanha e Colombia. Na minha cabeça a Colombia empatou quase no final.
Não lembro do comentarista do jogo, se tivesse que chutar seria o Rivelino

América de Natal

Sou volúvel, este time já passou por mim 2 vezes, agora volta novamente.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

meus times mais bonitos

Estes são meus times mais bonitos.

Dizem que o bonito não ganha título, mas vamos lá tentar mudar a história.


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

bairro flamengo

Bairro Flamengo.
Eu não uso a rede linkedin, mas vi um alerta com mais de um mês de atraso da minha posse no Rio Grande do Sul.
Quando volto ao Rio, e faço com relativa frequência, tenho um olhar mais crítico sobre vários locais, em outros não me reconheço mais e em apenas um me sinto como se não tivesse saído.
O Bairro Flamengo.
Não irei me aventurar pela história do bairro, desconheço!
Meu olhar é o de quem praticamente viveu a vida toda lá, salvo os primeiros anos de vida e de 2007 a 2010.
O bairro Flamengo está longe de ser um bairro da moda no Rio. Nunca foi. No olhar de um carioca típico é aquele bairro classe média do Rio, claro que com preços proibitivos para a maioria da população, afinal estamos falando do Rio.
Mas, não é aquele bairro esnobe como o Leblon, ou com um modismo meio sem identidade como a Barra.
Também não tem um comércio sofisticado, restaurantes da moda ou uma gente descolada!
O que eu vejo afinal?
Ora, direi, eu não vejo.
Eu sinto!
A água de coco do Emir que não acaba somada a vista da Baia de Guanabara me permitem sonhar que um dia o Rio ainda vai dar a grande virada.
O Belmonte me lembra os porres de adolescente, quando era jovem e acreditava que ficaria rico. Até hoje vou lá, tomo porre, mas sem a ilusão da riqueza.
O Aterro do Flamengo me lembra minhas corridas, aquele calor infernal que te queima e te afaga. Lembro dos cumprimentos entre os corredores, os atletas que respeitosamente levantavam as mãos quando passavam um pelo outro querendo meio que dizer;
- Vamos por mais.
As ruas do bairro me permitem cruzar com as pessoas da minha infância e algo do comércio que me marcou. Amigos que ficaram no passado e hoje apenas levantamos a sobrancelha, porteiros que viam aquele menino esquisito caminhar para comprar quadrinhos todos os dias, a Adidas que teimo em olhar sempre para dentro da galeria pensando que vai reabrir ou mesmo a Paradinha que tinha doces e salgados ótimos.
A praça do Indio foi onde fiz mais amigos de uma vez só. Subitamente conheci uns 40 adolescentes sem o olhar sisudo do Santo Inácio, com uma outra visão do mundo, mais heterogêneos eu diria. Era lá que eu levava meu cachorro pra passear, Schultz, meu grande amigo, que viveu dez anos apenas. Mesmo ele tendo morrido em 2004 até hoje alguns moradores do bairro lembram de mim por causa do Schultz. Não era eu que passeava com ele, era ele que passeava comigo.
O Flamengo tem um fenômeno interessante, boa parte dos meus amigos que um dia foi morar em outro lugar voltou para lá. Parece que não só eu tenho uma relação de amor com o local, de pertencimento social como dirão os psicólogos.
Talvez um dia eu volte. Talvez nunca, para ficar apenas com a lembrança das coisas boas. Sei que até hoje quando passo pela estátua do Indio ( Cuauhtemoc para os íntimos) ela me cumprimenta e dá o seu conselho.
- Continue caminhando.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Use a força

Uma vez me perguntaram numa aula de geografia quanto tinha o Pico da Neblina e eu disse de bate pronto:
- 3541
Errei, mas dei o chute com convicção, sem pestanejar. Errei, mas deixei a resposta fluir.
Todas as vezes que mudei de resposta uma questão de concurso creio que errei também. Digo, das que tinha duvidas. Um professor meu dizia.
- Questão tem cheiro.
E creio que o cheiro é daqueles que apenas um bloodhound capta, cheiro superficial, tem que cheirar logo no começo e marcar.
Quem me acompanhou até aqui lendo este enfadonho texto talvez se pergunte;
- Onde diabos você quer chegar?
Então, me dei conta que no futebol de mesa quando você muda a jogada que veio primeiro a sua mente sua probabilidade de errar aumenta. Digamos que você está ignorando o cheiro.
No meu primeiro brasileiro pensei, vou cavar. E fui pra cavar, mas hesitei, hesitei e hesitei. Eis que escolho cortar e faço um penalty de macho alpha.
Críticos dirão:
- Não vale, você é uma ameba.
-Concordo plenamente.
Contudo, não somente as amebas erram. Um grande jogador me confidenciou que trocou sua jogada e eis a merda armada.
- Vou dar uma porrada pra frente e pronto, vou dar uma porrada para frente e pronto....
E ele resolve recuar um botão tapeando para trás e faz falta.
Puro empirismo, e eu concordo.
Mas agora, as vésperas de Star Wars 9, lembrei de uma fala de Star Wars a New Hope.
“Use the Force, Luke.” — Obi-Wan Kenobi
Nas próximas deixarei a força fluir. Ou o cheiro.




sexta-feira, 22 de novembro de 2019

RECEBA

RECÊBA, do LIXO ao luxo, Macho Alpha e outras histórias
Escreverei por tópicos já que me disseram que textos longos são cansativos.
1 – Em termos de organização e salão foi um campeonato muito bom. O salão era excelente, grande, fácil de achar a bolinha no chão, você praticamente não batia em ninguém jogando como em salões menores e tinha bastante cadeira pra sentar e ver os jogos.
2 – As mesas achei boas. Maior parte boa, tinham 3 ou 4 que achei ruins, mas que não inviabilizavam o jogo como uma que apitei no Recife. Parece que o pessoal de Florianópolis andou fazendo mesa e ficaram muito boas.
3 – O ambiente do salão é completamente diferente nos dias. Sexta eu achei meio morno, faltava um tempero, estava um campeonato meio chuchu. Sábado é outro campeonato, vira uma feijoada, outro clima com a entrada dos grandes jogadores. Para quem gosta de NBA é como comparar a temporada regular com os playoffs.
4 – O grito mais legal que achei eu não ouvi. Explico, conversando com o botonista mais simpático do Brasil ele me disse que quando me enfrentar vai gritar.
- RECEBA COCÃO.
Achei sensacional, quero gritar sempre agora, pena que eu não faço gol, mas quem gritar contra mim terá meu respeito. Não esqueçam:
- RECEBA COCÃO.
5 – Escrevi outro dia sobre a piscina, que o botonista olha pra lá, pensa que vai cair, dar um tchibum maravilhoso e eis que quando se dá conta já está fazendo o check out. Eu não vi ninguém usar a piscina.
6 – Em algum momento do campeonato me falaram que tinham 11 gaúchos e 10 baianos, algo assim. No momento seguinte, na outra fase, quase todos os gaúchos foram eliminados. Conversamos muito sobre estilos de jogo e no próximo tópico o que eu apreendi.
7 – Eu reparei em Recife isso. As principais diferenças que vejo no estilo de jogo, vou colocar o Nordeste aqui no mesmo conjunto porque não vejo diferença entre os estados (posso estar errado), é o corte passando, a recuada como uma arma para contra-atacar e a cavada para ataque e não como salvação; É muita coisa, um estilo bem diferente de jogo. Entre os grandes todos sabem chutar e dar tapa, mas saber escolher entre tapear e recuar, ou cavar pra ferrar o outro em 5 jogadas, isso pouquíssimos sabem.
8 – A final nunca é o melhor jogo. Na verdade em poucos esportes é, basta lembrar das copas do mundo, por exemplo Brasil Holanda na semi em 98 e Brasil x França na final. A final foi boa claro, mas não tanto quanto o jogo que vi na semi, ou o que vi nas quartas.
9 – Dentro dessa linha que a final não é o melhor jogo parece que as semelhanças com o futebol não terminam por aí. Nas semi aparecem algumas surpresas, como Croácia em 2018, Turquia em 2002 e Bulgária em 1994. Claro que jogando muito bem, mas não deixa de ser uma surpresa.
10 – Senti falta de uma renovação. Vejo poucas pessoas novas jogando e muito poucas crianças e adolescentes. Vi outro dia um senhor falando em um FUT7, acho que era isso, e me pareceu uma porta de entrada mais apropriada para os mais novos. Acho que deveria existir uma escolha de lugares específicos para apoiar como em Santa Vitória do Palmar. Também penso em como vender o esporte. Creio não podemos vender exatamente como um futebol de botão, seria algo intermediário com o xadrez e o futebol de mesa.
11 – Talvez a falta de renovação tenha a ver com o preço. Foi um campeonato caro pra ir, com a falência da Avianca as passagens ficaram muito caras e o hotel foi caro, 259 a diária. Vou falar do hotel depois, por último, já que levei um pequeno chamado pela minha crítica.
12 – Não me segurei e vou fazer um pequeno comentário antes. Se uma espelunca como aquele hotel (em termos de serviços) consegue cobrar uma diária de 259 eu irei abrir uma pousada em Florianópolis e cobrarei 500 a diária quando me aposentar aos 83 anos de idade.
13 – No basquete existe o game winner, uma cesta no último segundo. O Rômulo Mendonça, narrador da Espn que é muito engraçado, grita macho alpha, lebron ladrão você roubou meu coração e outras frases mais que acho sensacionais. No futebol de mesa não nos damos conta mas existem vários desses games winners e não são necessariamente um gol no Final. Eu vi na semi e nas quartas. Fiquei com vontade de gritar como o Romulo Mendonça, gritar macho alpha etc, mas creio que não seria bem compreendido.
14 – Falando em macho alpha eu acho sensacional a jogada de unha. Fico impressionado como o jogador consegue lançar perfeitamente com a unha, milimetricamente. Eu de vez em quando tento imitar. Empino o corpo, encolho a barriga, coloco a unha e o disco não anda 2 centímetros. A minha unha é de almofadinha do Rio de Janeiro. Se eu fosse bater um penalty com a unha precisaria de 34 lances pra bola chegar ao gol.
15 – Qual a grande diferença que vi entre os jogadores? Diria que intensidade e coelho da cartola. Apitei um jogo entre 2 grandes jogadores no qual achei que os 2 jogaram muito bem. Mas, em algum momento deram chance pro outro que os grandes da final não dão. Parece muito com o jogo de tênis. Se você pegar uma partida do top 3 (Nadal, Federer e Djokovic) com jogadores dos top 30 vai ver que o jogo é equilibrado até um 4x4, aí o big 3 começa a tirar os coelhos da cartola, a intensidade aumenta e o erro aparece do outro lado.
16 – Em um post que apaguei falei que o hotel era um lixo. Depois refleti, levei um pequeno esporro e pensei, lixo é uma palavra pesada, então apaguei o post. O Bolsonaro pode apagar, eu posso também. Apesar de na quinta feira o hotel não ter presunto, queijo e a fila do café preto ser parecida com a do BANERJ nos anos 80 (os patetas colocaram uma máquina apenas para o café), apesar do hotel não ter cerveja, apesar de na sexta depois de umas 12 horas com a mesma roupa eu ter chegado no quarto e não ter água (nem minha avó aguentaria meu cheiro), apesar deles se recusarem a atender o telefone para explicar que estava faltando água e eu ficar como um alucinado mexendo nos registros, apesar de a recepção ter o pior atendimento que vi na vida, apesar do meu quarto não abrir com aquele cartão que me deram 12 vezes, eu não deveria ter usado a palavra lixo. Sim, porque eu sei que existe um regionalismo no qual as palavras tem mais força que em outros lugares e a semântica oral é diferente da escrita. Deveria ter utilizado um eufemismo, tipo, o campeonato está um luxo e o hotel um lixo
17 – Dito isso e contrapondo esse regionalismo linguístico que nos coloca em fria acho ridículo o uso da palavra amigo por algumas pessoas que convivo há anos e nem faço ideia da onde moram e muito menos ter tido alguma conversa desarmada de muros. Pode ser que seja uma mera interjeição, mas me soam falsos as orações:
- Ah, o amigo.
- que bom rever o amigo!
- Vamos nos divertir amigo.
Pode ser um regionalismo, mas sempre que o usam faço um olhar 43 de soslaio e penso.
“não somos amigos”
18 - Pelos chutes que vi no campeonato me pareceu que os graus estão baixando. Alguns disseram que a bola nova está maior e mais leve.
19 - Assisti alguns jogos do Dudinha o campeão e o que me chamou a atenção é que ele não erra. Claro, um lançamento mais curto, um corte que não fica na mesa, mas no máximo isso. Parabéns, tem muita mão e é um cara atencioso.
20 – Achei o campeonato fraco de negociações. Pouca coisa exposta e nada de espetacular.
21 – Negociar só atrapalha. Próxima vez só dois times e pronto, nada de perder tempo. No máximo uma olhadinha.
22 – De manhã não tinha café, salgado, nada para venda. Achei engraçada a explicação que teriam que por um funcionário de manhã e geraria custos. Mas não geraria receita também?
23 – Fui eliminado tanto no brasileiro de cavado quanto no de liso por um bonachão que me venceu por 3 x 0. Ele pediu para que eu colocasse aqui essa observação, parabéns para o bonachão e grande artesão.
24 – Encerro meu ano botonístico com esse campeonato. Para mim o liso é disparada a regra mais apaixonante. Disparada a mais difícil, em um primeiro momento acho a menos atrativa, diria que é a regra iceberg. Pode ser que em um primeiro momento você perceba apenas uma pequena ponta. Para realmente gostar tem que mergulhar fundo, insistir, aguentar a porrada e aí sim perceber que aquele ponta que enxergou na superfície é apenas uma pequena amostra do que o iceberg tem a te oferecer.
25 – Pelo que vi rapidamente os jogos foram transmitidos oficialmente. Isso é uma grande iniciativa da Federação.
26 - - RECEBA COCÃO.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

voltas e voltas




Voltas e voltas
Faltando uma semana para o campeonato ele já olha a previsão do tempo.
Florianópolis, chuva.
Não tem problema, pensa. Sair do hotel no máximo para um chopp. Lá a diversão é outra.
A trajetória até lá foi improvável. Um horário de almoço à toa, uma loja de botão com um velhinho simpático, a curiosidade de entrar e reviver a infância, o toque toque com pessoas bem diferentes e daí o Brasil, campeonatos afora e uma certa fissura talvez exagerada.
Saudável?
... Não sabe responder. ...
Certo é que ainda tem um pouco de vergonha de falar para amigos e afins...
- Estou viajando para um campeonato de botão...
Lembra da infância, quando as convenções são muito mais difíceis de serem quebradas. Da mochila da Company que todos do tradicional colégio usavam, da camisa da Company também e sabe se lá mais o quê que nos era imposto em convenções silenciosas e faladas.
- Dane as convenções;
Talvez a ojeriza pela padronização de comportamentos venha daí. Talvez sempre tenha sido assim, como alguns gostam de falar.
- Polêmico.
Nada. Tímido, prefere ficar na sua, olha de longe e observa. Só observa.
No começo tremia por jogar com jogadores famosos, bem melhores. Hoje gosta de jogar com os melhores, treme por ser cagão mesmo. Mas treme e vibra pela oportunidade de estar lá.
Repete constantemente a frase.
- A vida está passando....
E está. Novembro, parece que ontem foi Janeiro. Aquele ano interminável do colégio passa hoje em um sopro.
Teve alguns percalços. Um certo desânimo as vezes, joga mal, enlouquecido dizem alguns, muitas regras outros. Teve a famosa.
- Não sabe jogar, não pode apitar.
E teve mais uma, essa ele até achou engraçada.
- Não é um cara de equipe.
Pensou, que porra é ser um cara de equipe? Mas deixa pra lá.
O saldo, contudo, é altamente positivo. Não de vitórias, gols, nada disso. São as lembranças. Não é o gol, é o que vem antes, a preparação, o sentimento. A régua que treme demonstra que há paixão naquilo.
Hoje vai tentar voltar pro Jiu Jitsu. Há 20 dias deram como certo que iria operar. Pensa nas frases feitas que detesta e cita uma.
- O mundo dá voltas.
É rídicula, reflete. Mas, vamos para mais uma.
Que venha Florianópolis.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Campeonato Gaúcho



Depois de quase 9 anos morando no Rio Grande do Sul é natural ter alguma influência daqui. Minha visão sobre o futebol daqui era distante, acompanhava libertadores e brasileiros apenas, mas passei a gostar do Gauchão e da história dos times conforme os anos se passaram.
Claro que o futebol de mesa ajudou, reparei que tem muito Brasil de Pelotas, já vi Guarany de Bagé, São Paulo de Rio grande, Renner, enfim, cada vez que via um time diferente me atiçava a curiosidade.
Hoje dos clássicos brasileiros que mais gosto o Gre -Nal está entre os 3.
Ah, vocês sabem por que o nome Gre-Nal?
Foi uma criação do jornalista Ivo dos Santos Martins, que simplificou o nome dos times no Correio do Povo.
Copiei desse livro claro, que por enquanto estou achando fantástico.
Comprei na feira do livro de Porto Alegre, vamos prestigiar.