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terça-feira, 22 de outubro de 2019

brasileiro de dadinho



Leve e vamos pra mais
Confesso que fui sem nenhuma expectativa para o brasileiro de dadinho por várias razões (na realidade eu não queria ficar em último). Nos últimos 3 meses joguei umas 8 vezes no máximo (difícil conciliar as regras), no brasileiro do ano passado fui um dos últimos e na quinta feira brincando de jiu jitsu num bar no Rio me machuquei feio e na sexta mal andava.
Então, o meu resultado (fui pro mata mata da prata e saí na primeira) foi motivo de singela comemoração interior e a certeza que dá pra ir um pouco mais longe. Joguei bem leve, sem preocupação e acho que isso ajudou.
Gostei muito do campeonato. Achei o local muito bom, apesar de algumas reclamações entre o espaço das mesas. Para quem joga a brasileira como regra principal achei bem tranquilo esta questão de espaço. Contudo, faltou café, todo campeonato tem que ter café no local. Pra mim o ponto negativo mais forte.
As mesas pra quem transita entre as regras como eu sabe que são sempre a mesma coisa. Elas vão ser díspares e pra mim faz parte do bom botonista se adaptar a elas. Eu, por exemplo, tive tremenda dificuldade nas novas, nas antigas joguei bem melhor.
A organização achei muito boa. Não tenho nada a reclamar (somente do café), elogios aos montes, quem se mete na organização sempre perde boas colocações nos torneios. É muito cansativo.
Uma cena que me chamou a atenção foi de um rapaz que tinha um último chute contra o João Carlos Da Silva Nunes. Achei a cena muito parecida com a que vi no brasileiro de cavado quando um menino teve um último chute contra outro menino. Em ambos eles perderam, mas sem dúvida a emoção depois do lance foi espetacular. Mudamos de endereços e regras, mas não de sentimentos.
Por falar em regra achei interessante os estilos de jogo. Tem o da jogada programada, tem o da reza (passou,rezou e chutou), tem os que realmente chutam bem de longe, enfim, uma infinidade.
Ainda acho falha a questão de não ter juiz nos mata mata (nada a ver com meu jogo) e acho a regra meio obscura em alguns pontos. Mas, opinião de um iniciante.
Algumas pessoas me conheciam pelo face, leem as besteiras que escrevo, e vieram me cumprimentar. Pelo botonismo vamos fazendo amizades e conhecendo cidades pelo Brasil.
Aparte, tive um primo que morou em Juiz de Fora durante uns 10 anos e nunca fui visitá-lo. Isso que eu morava no Rio. Agora que moro em Porto Alegre encarei avião e carro para um campeonato de futebol de mesa. Espero que ele não leia isto.
Algo que me chamou bastante a atenção, é empírico porque não tenho os resultados, é como a média de gols diminui conforme as fases avançam. Emocional conta muito.
Tive excelentes companhias na viagem. Três pessoas que não tinha contato quase e que foram divertidíssimas na viagem mesmo com a minha ressaca de sexta e as dores no joelho e o Gustavo, amigo meu e que digo que foi o principal cara para colocar a regra no Rio Grande do Sul. Gustavo, não precisa mais me chamar de Senhor Fortes, pode ser Cocão já.
Enfim, vamos por mais, caminhando contra o vento e a favor.
Ah, o tal do torresmo é muito bom mesmo.
O texto tá uma zona, mas escrevi conforme me lembrei.

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